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Atualizado às: 24 de agosto, 2006 - 02h21 GMT (23h21 Brasília)
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Síria reage contra missão da ONU na fronteira do Líbano
Bashar Assad, presidente da Síria
Em entrevista para TV, Assad foi contra missão da ONU
O ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Erkki Tuomioja, disse nesta quarta-feira que a Síria ameaçou fechar a fronteira com o Líbano, caso uma missão das Nações Unidas seja enviada para o local.

As declarações foram feitas por Tuomioja após um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Al-Moualem, na capital finladesa Helsinki.

Em entrevista a um canal de televisão dos Emirados Árabes Unidos, o presidente da Síria, Bashar Assad, mostrou-se contrário ao envio de tropas da ONU para a fronteira entre os dois países.

Segundo ele, uma missão da ONU na fronteira provocaria inimizade entre a Síria e o Líbano.

"Isso é um desrespeito à soberania libanesa e uma posição hostil", afirmou o presidente sírio.

A Síria tem sido acusada por Israel de fornecer armas ao grupo xiita libanês Hezbollah através da fronteira.

 Isso é um desrespeito à soberania libanesa e uma posição hostil
Bashar Assad, presidente da Síria

De acordo com o governo israelense, os foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel durante o recente conflito no Líbano teriam sido contrabandeados pelos sírios.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, já indicou que não pretende interromper o bloqueio naval e aéreo ao Líbano até que as tropas da ONU assumam parte da fronteira.

Pressão israelense

Em Paris, a ministra do Exterior do país, Tzipi Livni, pediu rapidez no envio da força de paz ampliada da ONU ao Líbano, advertindo que a situação na área é "explosiva".

O tempo está se esgotando para a aplicação da resolução de cessar-fogo da ONU, disse a ministra após encontros na França nesta quarta-feira.

As declarações de Livni são feitas em um momento em que representantes dos 25 países-membros da União Européia (UE) estão reunidos em Bruxelas, na Bélgica, para discutir contribuições dos países-membros à força multinacional.

As negociações internacionais para a formação de uma missão de 15 mil soldados têm sido difíceis e lentas. A ONU já manifestou decepção com a resposta dos países europeus.

Na sexta-feira, o secretário-geral Kofi Annan viajará para a Europa, onde se encontrará com políticos. Em seguida, ele vai ao Oriente Médio.

Na fronteira entre o Líbano e Israel, há registros de incidentes.

Na terça-feira, um soldado israelense foi morto e três ficaram feridos, devido a explosão de uma mina terrestre.

De acordo com a agência de notícias do governo libanês, tropas israelenses prenderam dois moradores da cidade de Rub Thalatheen, no sul do Líbano.

Na região de Shebaa, próximo da fronteira entre Líbano, Síria e Israel, houve disparos de tropas israelenses.

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