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54% dos brasileiros são a favor de retirada imediata do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais da metade dos brasileiros entrevistados para uma pesquisa de opinião sobre a permanência das tropas estrangeiras no Iraque disseram ser favoráveis a sua retirada imediata do país. De acordo com um levantamento encomendado pelo Serviço Mundial da BBC, 54% das 802 pessoas entrevistadas entre os dias 6 e 25 de junho deste ano disseram que os soldados da coalizão liderada pelos Estados Unidos devem deixar o Iraque imediatamente. O Brasil é um dos poucos países, ao lado do México e de três nações muçulmanas (Indonésia, Turquia e Egito), em que a maioria prefere uma medida mais radical à saída gradual das tropas. “Os Estados Unidos emergem como um problema e não como uma solução para o mundo. E no Brasil a percepção não é diferente”, disse Fabián Echegaray, integrante da Market Analysis, empresa que conduziu a pesquisa no Brasil. “A partir de agora, o presidente Bush se defrontará com uma opinião dividida na equipe interna e terá uma maioria de pessoas no mundo se opondo a seus planos.” Outros 16% dos brasileiros entrevistados também defendem a retirada das forças de coalizão, mas de forma gradual, durante um ano, e apenas 22% dos entrevistados acreditam que os soldados deveriam permanecer no Iraque até que a situação no país se estabilize. Embaixada em Bagdá Em relação aos planos dos Estados Unidos em longo prazo, os brasileiros se mostram relativamente divididos: 47% acreditam que o governo americano vá manter bases militares permanentes no Iraque, enquanto 41% acham que as tropas vão ser completamente retiradas após a estabilização da situação no Iraque. O Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou oficialmente sobre a retirada de tropas do Iraque, mas ressaltou que sempre foi contrário à invasão do país por não ter sido autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. No último comunicado sobre o conflito, em agosto, o governo afirmou que “o caminho do diálogo e da negociação, segundo os princípios da Carta das Nações Unidas, é a base para a paz e o entendimento entre os povos”. Em 2004, o governo brasileiro iniciou a reativação gradual de sua embaixada na capital iraquiana, Bagdá, com a instalação do Núcleo de Assuntos Iraquianos na embaixada do Brasil em Amã, na Jordânia. O núcleo foi dissolvido em setembro de 2006, quando a embaixada para o Iraque foi instalada, porém ainda na capital da Jordânia. O embaixador Bernardo de Azevedo Brito disse que o objetivo é a transferência da embaixada para Bagdá assim que for possível, mas ainda não foi determinada uma data para a mudança. “A transferência envolve riscos e custos, e enquanto eles forem maiores do que os benefícios, melhor ficarmos onde estamos. Aqui em Amã estamos realizando muitos encontros, fazendo contatos e progredindo bastante, por enquanto”, afirmou Brito. |
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