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Iraque é incapaz de assumir segurança, diz relatório | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças de segurança do Iraque não têm capacidade de assumir as tarefas dos militares dos Estados Unidos no país nos próximos 18 meses, afirma um relatório divulgado nesta quinta-feira. O estudo conduzido pelo general da reserva da Marinha americana James Jones afirma que a força nacional de polícia do Iraque é "ineficaz" e deveria ser extinta. O painel independente liderado por Jones, composto por 20 integrantes, avaliou que as forças de segurança do Iraque e a polícia tiveram "progressos desiguais". O relatório conclui que a força nacional de polícia e o Ministério do Interior funcionam "apenas no papel". "A polícia nacional provou-se operacionalmente ineficaz", diz o relatório. "O sectarismo das suas unidades prejudica a sua capacidade de prover segurança; a força não é viável na sua forma atual. A polícia nacional deveria ser desfeita e reorganizada." Iraque rebate O relatório de Jones é o mais um texto que será analisado pelo Congresso americano no debate sobre a guerra no Iraque. No começo desta semana, um relatório de uma entidade independente disse que o governo do Iraque é ineficaz e fracassou em cumprir 11 das 18 metas estabelecidas pelos Estados Unidos. O principal comandante americano no Iraque, general David Petraeus, e o embaixador dos Estados Unidos no país, Ryan Crocker, vão apresentar um relatório no Congresso na próxima semana sobre o progresso do governo Bush no Iraque. O general Jones falou nesta quinta-feira nas comissões sobre serviços armados do Senado e da Casa dos Representantes (deputados), no Congresso americano. O porta-voz do Ministério do Interior do Iraque disse à agência de notícias Reuters que a questão do sectarismo estava sendo resolvida e afirmou que o ministério discorda do relatório. "Nós admitimos que houve problemas antes devido a lealdades sectárias, mas isso envolveu poucas pessoas", disse o porta-voz, general Abdul-Kareem Khalaf. "Não foi algo geral. Não chega ao nível de se (precisar) desmanchar a polícia." No entanto, atualmente ela ainda depende do apoio militar americano nas tarefas de combate, logística e treinamento. "A comissão avalia que nos próximos 12 a 18 meses haverá melhora contínua na sua disponibilidade e capacidade, mas não na capacidade de operar independentemente", diz o texto. "Em relação a perigos externos, os fatos indicam que as Forças de Segurança do Iraque não poderão garantir a segurança das fronteiras iraquianas contra ameaças militares convencionais no curto prazo." O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Geoff Morrell, disse na quarta-feira que as forças armadas reconhecem que pode demorar algum tempo para que as forças iraquianas se organizem. "Nós sempre reconhecemos que isso é um projeto de longo prazo", disse ele. Ele disse que o Pentágono não acredita ser necessário extinguir a força nacional de polícia do Iraque. |
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