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Ex-premiê anuncia data de retorno ao Paquistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif anunciou que vai retornar ao país no dia 10 de setembro, depois de oito anos de exílio, para lançar o que chamou de "uma batalha decisiva" contra o presidente Pervez Musharraf. Sharif foi deposto pelo general Musharraf em um golpe militar em 1999. O anúncio foi feito por Sharif em Londres, uma semana depois de a Suprema Corte do Paquistão ter determinado que ele poderá voltar ao país e acabar com seu exílio. Sharif afirmou que pretende restaurar a democracia. O ex-premiê disse que o governo atual é ilegítimo e que Musharraf deve renunciar à Presidência e a seu posto de comandante das Forças Armadas. Segundo um porta-voz do governo paquistanês, o general Musharraf ainda não decidiu se renuncia ou não ao comando das Forças Armadas antes das eleições presidenciais. Os Estados Unidos também pressionam pela renúncia de Musharraf ao cargo nas Forças Armadas. "Nós esperamos que ele honre esse compromisso", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey. "(Musharraf) disse que vai agir de acordo com a Constituição." O porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, disse que os Estados Unidos querem "eleições livres e justas" no Paquistão. Benazir Bhutto O general Musharraf já teria discutido a renúncia ao comando das Forças Armadas com a rival de Sharif, a também ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, líder do Partido do Povo Paquistanês (PPP), em negociações para um acordo de divisão de poder. Musharraf, que enfrenta um período de crescente pressão, está em busca de apoio para as eleições, na qual pretende ganhar mais um mandato de cinco anos. O PPP é o maior partido político do Paquistão, mas afirma que só vai cooperar com Musharraf se ele se transformar em um "presidente civil". Sharif disse que um eventual acordo entre Bhutto e Musharraf seria "muito ruim" para o Paquistão. "Eu não concordo com a atual política de Bhutto de dar as mãos a um ditador", disse. No ano passado, Sharif havia firmado um pacto eleitoral com Bhutto no qual ambos se comprometeram em lutar contra o governo de Musharraf. "Ela havia me dado sua palavra e agora volta atrás", afirmou Sharif. Pelas leis paquistanesas, um primeiro-ministro não pode servir mais de dois mandatos. Essa regra desqualifica tanto Sharif quanto Bhutto. Bhutto - que luta para que esta cláusula seja removida da Constituição - foi primeira-ministra de 1988 a 1990 e de 1993 a 1996. Sharif foi primeiro-ministro de 1990 a 1993 e novamente de 1997 a 1999. Logo após o golpe militar liderado por Musharraf, Sharif foi preso e condenado à prisão perpétua por crimes de seqüestro, terrorismo e corrupção. Também foi banido para sempre de qualquer atividade política. Segundo informações do governo paquistanês, Sharif prometeu ficar fora do país e afastado da política por 10 anos. Em troca, recebeu a liberdade no exílio. Mas o ex-premiê ainda corre o risco de ser preso ao voltar ao país. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Grupo pró-Talebã exibe decapitação de soldado em vídeo27 agosto, 2007 | BBC Report Justiça do Paquistão decide que ex-premiê pode voltar do exílio23 de agosto, 2007 | Notícias Paquistão liberta suspeito de ligação com a Al-Qaeda20 agosto, 2007 | BBC Report Multidão vai às ruas para comemorar 60 anos do Paquistão14 de agosto, 2007 | Notícias Musharraf pede maior cooperação contra o Talebã12 de agosto, 2007 | Notícias Bush pede 'eleições livres e justas' no Paquistão09 agosto, 2007 | BBC Report Musharraf rejeita emergência no Paquistão09 de agosto, 2007 | Notícias Paquistão 'pode decretar estado de emergência'09 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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