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Justiça do Paquistão decide que ex-premiê pode voltar do exílio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte do Paquistão determinou que o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif pode voltar ao país e acabar com seu exílio. Sharif deixou o Paquistão depois que foi derrubado do poder pelo atual presidente, o general Pervez Musharraf, em um golpe militar em 1999. A campanha para o retorno de Sharif, que promete voltar a disputar eleições, é vista por analistas como um desafio ao atual presidente paquistanês, que enfrenta crescentes pressões políticas. Mas correspondentes afirmam que o ex-primeiro-ministro ainda pode enfrentar acusações caso decida voltar ao país. Sharif foi sentenciado à prisão perpétua por seqüestro de avião, evasão de impostos e traição e foi para o exílio depois do golpe. As acusações de seqüestro de avião são relativas à tentativa de Sharif de impedir que a aeronave de Musharraf pousasse no Paquistão no dia do golpe. Autoridades afirmaram que Sharif prometeu permanecer longe da política por dez anos em troca de sua liberdade e exílio na Arábia Saudita. Sharif negou que tenha feito algum acordo com o governo paquistanês. Comemoração Partidários de Sharif se reuniram em frente à Suprema Corte, em Islamabad, para comemorar a decisão e pedir que Musharraf renuncie à presidência. "É um grande dia para a democracia e a lei e para os direitos fundamentais das pessoas no Paquistão", disse Nadir Chaudhri, porta-voz de Nawaz Sharif, à agência de notícias Reuters, falando do escritório do ex-primeiro-ministro em Londres. O irmão de Sharif, Shahbaz, que também é político, também foi exilado no ano 2000. O veredicto desta quinta-feira foi pronunciado em um momento potencialmente difícil para Musharraf, que tem planos de ser reeleito ainda em 2007. A imprensa do Paquistão tem especulado que o presidente estaria tentando um acordo de divisão de poder com a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. Bhutto, que lidera o Partido do Povo Paquistanês, deixou o país em 1999, sob acusações de corrupção. Sharif, por sua vez, lidera o maior partido em uma aliança entre seis partidos religiosos que tentam retirar Musharraf do poder. O ex-primeiro-ministro, que oficialmente ainda lidera do exílio sua facção do partido Liga Muçulmana do Paquistão, foi primeiro-ministro do país de 1990 a 1993 e novamente de 1997 a 1999. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Multidão vai às ruas para comemorar 60 anos do Paquistão14 de agosto, 2007 | Notícias Paquistão abre investigação sobre ataque à Mesquita Vermelha28 de julho, 2007 | Notícias Presidente do Paquistão diz que vai 'eliminar terror'12 de julho, 2007 | Notícias Confrontos políticos no Paquistão deixam 34 mortos12 de maio, 2007 | Notícias Justiça do Paquistão bloqueia Lei 'Talebã'15 de dezembro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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