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Bush pede 'eleições livres e justas' no Paquistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu nesta quinta-feira que o Paquistão realize eleições livres e justas. "Meu objetivo no cenário doméstico paquistanês é que o país realize eleições livres e justas. É o que temos conversado e espero que seja assim", disse Bush durante uma coletiva na Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos também pediu ações concretas da inteligência paquistanesa contra os principais suspeitos de terrorismo no país. Bush disse que o presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, compartilha as preocupações dos Estados Unidos em relação aos radicais e extremistas. Estado de emergência Nesta quinta-feira, Musharraf rejeitou a possibilidade de decretar estado de emergência no país. "Nenhum estado de emergência está sendo imposto no Paquistão", disse o Ministro da Informação, Mohammad Ali Durrani, à televisão paquistanesa. Um porta-voz do presidente disse que houve pressão para que Musharraf declarasse estado de emergência, mas o presidente decidiu não adotar a medida porque "está comprometido com a democracia". Segundo informações anteriores, a questão estava sendo discutida devido a ameaças internas e externas ao país. O vice-ministro de Informação, Tariq Azeem, disse que alguns dos fatores levados em consideração eram as ameaças dos Estados Unidos de lançar uma operação nas áreas tribais do Paquistão e os recentes ataques a chineses no país. Novo mandato De acordo com a correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, a oposição e a imprensa paquistanesas afirmam que a idéia de impor estado de emergência no país estaria relacionada ao desejo de Musharraf de conseguir outro mandato como presidente e comandante do Exército. A medida limitaria o papel das cortes judiciais e restringiria as liberdades civis e de expressão. O presidente também teria possibilidade de adiar as eleições nacionais deste ano, que podem afastá-lo do posto de chefe do Exército. Os correspondentes na região dizem que os Estados Unidos têm insistido na realização de eleições no Paquistão para fortalecer a legitimidade de Musharraf. O general chegou ao poder em 1999 por meio de um golpe militar sem derramamento de sangue. O governo de Musharraf, no entanto, tem enfrentado problemas políticos e de segurança. O recente confronto entre forças de segurança e estudantes islâmicos em uma mesquita na capital, Islamabad, e os protestos provocados pela demissão do presidente da Suprema Corte do país agravaram a situação. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Paquistão negocia com militantes de mesquita cercada09 de julho, 2007 | Notícias Paquistão: Crianças e mulheres são reféns, diz ministro08 de julho, 2007 | Notícias Juiz afastado por Musharraf recupera cargo no Paquistão20 julho, 2007 | BBC Report Grupos tribais mataram 300 militantes no Paquistão, diz Musharraf12 abril, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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