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Paquistão 'pode decretar estado de emergência' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, não descarta a possibilidade de decretar estado de emergência no país, disse o vice-ministro de Informação, Tariq Azeem. "A possibilidade de decretar estado de emergência está em discussão, assim como outras possibilidades", disse Azeem, ressaltando, porém, que a medida talvez não seja necessária. "Não posso dizer que será esta noite, amanhã ou mais tarde. Esperamos que não aconteça." Canais de TV paquistaneses chegaram a informar que a declaração de estado de emergência era "iminente". A questão será discutida em uma reunião de gabinete presidida por Musharraf, nesta quinta-feira. Azeem disse que as ameaças dos Estados Unidos de lançar uma operação nas áreas tribais do Paquistão e os recentes ataques a chineses no país são alguns dos fatores levados em conta. "Além disso, a situação na fronteira e os atentados suicidas também são motivo de preocupação", afirmou. O governo de Musharraf vem enfrentando problemas políticos e de segurança. O recente confronto entre forças de segurança e estudantes islâmicos em uma mesquita na capital, Islamabad, além dos protestos provocados pela demissão do presidente Suprema Corte do país agravaram a situação. Restrições Segundo analistas, caso o estado de emergência realmente seja decretado, um dos primeiros reflexos seria no Judiciário, afirma o correspondente da BBC em Islamabad Syed Shoaib Hasan. A medida limitaria o poder dos tribunais, restringiria liberdades civis e a liberdade de expressão. Também permitiria que o presidente adie as eleições nacionais, marcadas para o final deste ano. Com isso, Musharraf poderia continuar no papel de chefe do poderoso Exército do Paquistão. Partidos de oposição querem que o presidente abandone esse papel. "O estado de emergência é um grande passo, e o governo deveria pensar duas vezes antes de decretá-lo", disse a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. "Espero que uma medida tão drástica não seja tomada. Será um retrocesso para o país." Ausência As declarações do vice-ministro paquistanês foram feitas pouco depois de Musharraf ter dito que não participaria de um conselho tribal (chamado jirga) de três dias no Afeganistão para discutir o combate ao terrorismo. O presidente disse que compromissos em Islamabad o impedirão de comparecer à reunião, que começa nesta quinta-feira. O primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, irá em seu lugar. Foram convidados para o encontro cerca de 700 líderes tribais, clérigos islâmicos e líderes do Paquistão e do Afeganistão. O Talebã, que não foi convidado, está convocando um boicote à reunião. O porta-voz da Presidência do Afeganistão, Humayun Hamidzada, disse que o governo afegão lamenta a decisão de Musharraf de não participar do conselho e que o general representaria uma importante contribuição ao debate. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Obama diz que atacaria Al-Qaeda sem aval do Paquistão01 agosto, 2007 | BBC Report Paquistão abre investigação sobre ataque à Mesquita Vermelha28 de julho, 2007 | Notícias Explosão na Mesquita Vermelha mata 13 no Paquistão27 de julho, 2007 | Notícias Juiz afastado por Musharraf recupera cargo no Paquistão20 julho, 2007 | BBC Report Atentado em comício mata 15 no Paquistão17 de julho, 2007 | Notícias Ataque suicida mata 24 soldados no Paquistão14 de julho, 2007 | Notícias Presidente do Paquistão diz que vai 'eliminar terror'12 de julho, 2007 | Notícias Paquistão diz ter achado 73 corpos em mesquita11 de julho, 2007 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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