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Atualizado às: 17 de agosto, 2007 - 22h32 GMT (19h32 Brasília)
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Crise reduz em US$ 227 bi valor de empresas brasileiras

Bolsa de Valores em Frankfurt
Em uma semana, valor das empresas listadas na Bovespa caiu de US$ 1 tri para US$ 772,8 bi
Em uma semana de turbulência no mercado financeiro, as empresas brasileiras perderam US$ 227,2 bilhões em valor de mercado, segundo cálculo da consultoria Economática, em Nova York.

De acordo com a consultoria, as 400 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tinham US$ 1 trilhão em valor de mercado no dia 10 de agosto. Nesta sexta-feira, o valor era de US$ 772,8 bilhões.

No México, as companhias listadas na bolsa viram seu valor de mercado cair de US$ 428 bilhões para US$ 374 bilhões – US$ 54 bilhões “viraram pó”, no jargão financeiro.

As empresas argentinas também sofreram perdas no valor de mercado de US$ 80,5 bilhões para US$ 73,1 bilhões. Uma diferença de US$ 7,4 bilhões.

Risco

As bolsas de valores sofreram o impacto da crise de crédito no mercado imobiliário americano. Com falta de liquidez, os investidores estão saindo de posições consideradas de maior risco, entre elas, os ativos de mercados emergentes.

A alta de 1,13% do Ibovespa nesta sexta-feira, para 48.558 pontos, não foi suficiente para reverter o cenário negativo para as companhias. Na semana, o indicador acumulava uma queda de 7,75%.

Os principais indicadores de Nova York também quebraram, nesta sexta-feira, uma seqüência de seis dias consecutivos de baixa.

O índice Dow Jones Industrial subiu 1,82%. O Standard & Poor’s 500 avançou 2,46% e o indicador das empresas de tecnologia Nasdaq registrou alta de 2,2%.

Hipotecas

A recente onda de volatilidade nos mercados financeiros, iniciada no último dia 9, foi detonada pelo setor de hipotecas voltado para o público de alto risco (as chamadas subprime).

Como os juros nos Estados Unidos subiram e a bolha imobiliária se rompeu, um número de crescente que pessoas que tomaram créditos nas subprimes não pagaram as suas dívidas.

Isso criou dificuldades para uma série de fundos de investimentos que estão altamente expostos ao setor, gerando temores de uma crise financeira de maiores proporções.

Estima-se que US$ 300 bilhões tomados em empréstimos possam não ser pagos, mas o que também preocupa os investidores é não saber exatamente qual é a escala do problema.

Ao longo dos últimos dias, bancos centrais nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia injetaram bilhões de dólares no mercado em uma tentativa de conter a falta de liquidez dos bancos. A intervenção, no entanto, não foi suficiente para evitar as quedas nas bolsas em todo o mundo.

Nesta sexta-feira, a decisão de surpresa do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, de reduzir as taxas de juros que adota para emprestar dinheiro aos bancos de 6,25% para 5,75% trouxe alívio para os investidores de todo o mundo e provocou alta nas bolsas (só os mercados asiáticos não se beneficiaram, já que a decisão foi anunciada depois do fechamento dos pregões na Ásia).

Mas apesar da recuperação dos mercados nesta sexta-feira, muitos analistas e investidores afirmam que a atual crise ainda não terminou.

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