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Rebeldes de Darfur buscam posição comum para negociar com governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de líderes de grupos rebeldes da região de Darfur, no Sudão, estão reunidos na Tanzânia para tentar chegar a um acordo em relação a negociações de paz com o governo. O encontro, que ocorre na cidade de Arusha, é mediado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Africana e terá duração de três dias. O enviado da ONU ao Sudão, Jan Eliasson, disse ter esperança de que essa reunião abra o caminho para negociações de paz com o governo de Cartum nas próximas semanas. "O objetivo é que eles (os grupos rebeldes) se encontrem e coordenem suas posições em relação às negociações (com o governo), que nós esperamos que comecem logo", disse Eliasson à BBC. Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, as próximas semanas serão "um período crucial na busca pela paz em Darfur". Ban disse ao Conselho de Segurança da ONU que "enquanto as hostilidades continuarem em Darfur, os esforços para obter um acordo político e conquistar paz duradoura não terão sucesso". O encontro na Tanzânia ocorre poucos dias depois de o Conselho de Segurança ter aprovado, na última terça-feira, uma resolução que autoriza o envio de uma nova força de paz de até 26 mil soldados e agentes de segurança para a região. Divisões No entanto, as divisões dentro do movimento rebelde ficaram claras com o boicote do líder do Movimento de Libertação do Sudão (SLM, na sigla em inglês), Abdul Wahid Mohammad Ahmed al-Nur, ao encontro. Ele disse à BBC que, antes de participar de negociações, quer o fim das mortes em Darfur. Outro importante líder rebelde, Suleiman Jamous, também foi excluído do encontro, porque está sujeito a prisão se deixar a região de Darfur. As divisões entre os grupos rebeldes são consideradas um dos principais motivos do fracasso de tentativas anteriores de negociação. O conflito em Darfur, uma província no oeste do Sudão que tem um território maior do que o da França, já dura quatro anos. Pelo menos 200 mil pessoas morreram e mais de 2 milhões foram obrigadas a deixar suas casas desde 2003. Milícias formadas por africanos muçulmanos de origem árabe, denominadas Janjaweed, são acusadas de crimes de guerra, assassinatos, estupros e roubos contra a população negra africana da região. O governo do Sudão é acusado de apoiar essas milícias. |
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