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Decisão judicial suspende saída do ar da RCTV | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela acatou na noite desta quarta-feira um recurso contra a saída do ar da emissora Radio Caracas Televisión (RCTV), que opera como um canal de TV a cabo. O recurso havia sido apresentado pela Câmara Venezuelana de Televisão por Assinatura (Cavetesu, na sigla em espanhol). Com a decisão do tribunal, a RCTV não será tirada do ar à meia-noite desta quarta-feira, como ordenava a Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela. O tribunal deu um prazo para que ambas as partes (o Ministério de Comunicações e a Cavetesu) cheguem a um acordo. A RCTV, canal privado mais antigo e de maior audiência da Venezuela, deixou de operar como TV aberta no dia 27 de maio, depois que o governo venezuelano decidiu não renovar sua licença. A saída da RCTV do ar gerou protestos na Venezuela e em outros países. No dia 16 de julho, a emissora retomou suas transmissões, desta vez por cabo e via satélite. No dia seguinte, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) determinou que a nova RCTV Internacional era uma "emissora de produção nacional". A Conatel deu um prazo para que a RCTV se inscrevesse como tal e passasse a cumprir as leis aplicadas a esse tipo de emissora, entre elas, a obrigatoriedade de transmitir os pronunciamentos do presidente Hugo Chávez em cadeia. O prazo vencia à meia-noite desta quarta-feira. "Não está claro quem é produtor nacional e quem é produtor internacional, porque isso não está claro nas leis do país", disse o presidente da Cavetesu, Mario Seijas, na saída do tribunal, ao explicar porque a entidade entrou com recurso. No entanto, o ministro de Telecomunicações, Jesse Chacón, parece ter bem claras estas definições. Em entrevista à rádio de notícias Unión Radio, Chacón disse que "existe uma clara definição de quem presta um serviço de produção nacional". "Todo canal cuja programação tem origem na Venezuela é um serviço de produção audiovisual nacional", disse o ministro. Apesar de ter sua sede em Miami, nos Estados Unidos, a RCTV gera sua programação a partir dos estúdios em Caracas, assim como outros canais de TV a cabo. O ministro disse que a RCTV não quer se registrar como produtor nacional por "razões políticas", e não econômicas. Os advogados da RCTV afirmam que a emissora serve a vários mercados, não apenas ao venezuelano, e por isso não precisaria transmitir pronunciamentos presidenciais em cadeia. A organização Repórteres Sem Fronteiras afirmou em um comunicado que o governo venezuelano exerce censura sobre a RCTV. Segundo o grupo, a mesma exigência não foi feita a outras emissoras, e a RCTV teve prazo menor que o de outros canais para se adequar às regras. |
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