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Atualizado às: 19 de julho, 2007 - 09h09 GMT (06h09 Brasília)
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Desastre em SP 'deve servir de alerta para seguradoras'

carcaça do avião da TAM
Empresas aéreas brasileiras devem continuar comprando seguros a baixos preços no mercado
O acidente com o Airbus da TAM na terça-feira no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deve servir de alerta no futuro para as companhias seguradoras da aviação.

Em entrevista à BBC Brasil, Paul Rayes, da Airclaims, empresa especializada em prestar consultoria a seguradoras na Grã-Bretanha, disse que a tragédia “deve lembrar às seguradoras sobre o potencial das catástrofes da aviação, já que com os preços das apólices em queda, o caixa para cobrir desastres no futuro poderão não ser suficientes".

O consultor acredita, no entanto, que o acidente com o Airbus da TAM "por si só não vai refletir um aumento no preço dos seguros”.

Ele explica que a indústria de seguros em Londres, que atende muitas das companhias aéreas brasileiras, abriga inúmeras seguradoras, aumentando a competição e forçando a queda do valor das apólices.

Além da forte competição em Londres e no resto do mundo, outra razão para a diminuição do preço dos seguros é a redução do número de indenizações pagas pelo setor de seguros nos últimos cinco anos.

Segundo Rayes, isso ocorre porque o número total de acidentes no mundo vem caindo nos últimos anos, ao mesmo tempo em que a segurança nos aeroportos vem aumentando.

“A indústria sofre perdas anuais de US$ 1,5 bilhão (R$ 2,9 bilhões), o que é considerado razoável se comparado com os anos 90, quando o setor sofria prejuízo de até US$ 2,5 bilhões (R$ 4,6 bilhões)", diz Rayes.

Questionamentos

Por conta dessas razões, o consultor acredita que as companhias aéreas brasileiras continuarão comprando seguros a baixos preços no mercado internacional, apesar do conjunto de fatores que contam contra, como dois acidentes graves em menos de um ano e a crise nos aeroportos brasileiros.

No entanto, para Mark Hudson, diretor da empresa Willis, que faz intermediações entre as companhias aéreas e o mercado de seguros britanico, o momento atravessado atualmente pela a aviação brasileira levanta questionamentos.

Em e-mail enviado à BBC Brasil, Hudson diz que “dada a ocorrência de um segundo acidente grave em menos de 12 meses, as seguradoras vão inevitavelmente começar a questionar mais sobre a operação de todas as aeronaves nesta região do Brasil. Além disso, e talvez mais importante, outras questões também serão levantadas sobre a infraestrutura que apóia as empresas aéreas no país”.

E não serão apenas estes os questionametos que vão girar em torno da maior tragédia da aviação brasileira. Muito em breve começarão a ser discutidas o valor das indenizações a serem pagas às familias das vítimas, como já anunciou nesta quarta-feira o presidente de TAM, Marco Antonio Bologna.

Na avaliação do advogado especialista em aviação Sean Gate, da Gates and Partners, os gastos com indenizações pelas mais de 186 vidas perdidas e danos causados no solo devem chegar a US$ 150 milhões (R$ 279 milhões).

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