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Atualizado às: 18 de julho, 2007 - 21h29 GMT (18h29 Brasília)
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Governo quer mostrar que tem rédeas da crise

avião em chamas
O acidente matou todos os 186 passageiros a bordo
A instauração de um inquérito por parte da Polícia Federal sobre a reforma da pista do aeroporto de Congonhas foi a primeira resposta concreta do governo federal para mostrar que tem as rédeas da crise que se deflagrou a partir do acidente que pode ter matado mais de 200 pessoas.

Em público, membros do governo mantiveram o discurso de que tudo está sob controle.

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse que é preciso ter "responsabilidade e rapidez" para investigar as causas do acidente, mas que é preciso esperar as investigações.

Em conversas reservadas, porém, auxiliares admitem que, desta vez, o potencial de dano à imagem do presidente é grande.

Gabinete de crise

Como disse um auxiliar da Presidência à BBC Brasil, "está na conta do presidente" a responsabilidade pelo acidente, pelo menos em termos de opinião pública.

Se a conta será positiva ou negativa vai depender de o presidente conseguir convencer a opinião pública de que o governo não teve responsabilidade pelo acidente e que, ao contrário, o governo agiu rapidamente para atender às vítimas e evitar novos desastres.

O presidente agiu rápido ao montar um gabinete de crise logo que soube do acidente, na terça à noite, e ficou reunido com um grupo de ministros e assessores até depois da meia-noite no Palácio do Planalto.

Num briefing depois das 23 horas, o porta-voz Marcelo Baumbach disse que o presidente estava “consternado” e informou que ele cancelaria toda sua agenda externa nesta quarta-feira para se dedicar integralmente à administração da crise.

Lula manteve as audiências com os ministros Franklin Martins (Comunicação Social), Dilma Roussef (Casa Civil) e Orlando Silva (Esportes) pela manhã e, depois do almoço, permaneceu no Palácio do Alvorada.

De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, não se sabia se o presidente iria receber ministros e se reunir com o gabinete da crise na residência ou se a comunicação seria apenas po telefone.

O ministro da Defesa, Waldir Pires, também pediu cautela numa nota divulgada pelo Ministério.

CPI

"Enquanto os resultados das investigações não forem concluídos, o melhor será manter a sobriedade e evitar julgamentos precipitados e ilações que prejudiquem a realização dos trabalhos e possam aumentar ainda mais a angústia das pessoas, já tão abaladas nesta tragédia", afirma a nota assinada pelo ministro.

Pires diz ainda que a principal preocupação das autoridades é a de prestar assistência às famílias das vítimas e tentar reduzir seu sofrimento.

O Congresso, apesar do recesso, também já começou a se movimentar.

O presidente da CPI do Apagão Aéreo, senador Tião Viana (PT-AC), disse que a comissão pode incluir o desastre aéreo em Congonhas nas investigações.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), autorizou a convocação da Comissão de Representação do Congresso (uma espécie de plantão durante o recesso, que vai até o dai 31) para tratar do assunto.

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