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Para pilotos europeus, Brasil não aprendeu com erros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Associação Européia de Cockpit (ECA, na sigla em inglês), uma entidade que reúne pilotos do continente, disse nesta quarta-feira que o governo brasileiro deveria ter aprendido com a queda do avião da Gol, no ano passado, e adotado medidas para evitar o acidente com o Airbus da TAM em São Paulo. "O governo brasileiro deveria ter aprendido sua lição com o acidente da Gol e tomado as medidas adequadas para que um desastre assim não voltasse a acontecer", afirmou Martin Chalk, em entrevista à BBC Brasil. Segundo ele, a instituição - que representa 36 mil pilotos e engenheiros de vôo de 32 países europeus - está preocupada com a situação aérea no Brasil desde o acidente com o vôo 1907 da Gol em setembro de 2006. "Naquela trágica ocasião, o governo se apressou em encontrar culpados em vez de realizar uma investigação profunda para encontrar as causas do acidente e corrigir efetivamente o problema seguindo os padrões estabelecidos pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês)", afirmou. "Esperamos que desta vez isso não se repita, para que as deficiências do sistema aéreo brasileiro possam ser definitivamente solucionadas." Gol 1907 Na última segunda-feira, a ECA divulgou um comunicado criticando a decisão da Justiça brasileira de indiciar quatro controladores aéreos e os dois pilotos americanos do jato Legacy que se chocou contra o avião da Gol no caso aberto sobre o acidente com o vôo 1907. A instituição insiste em que, de acordo com o protocolo da ICAO, um acidente aéreo "não deve ser criminalizado quando não há intenção de causar danos". "Ao infringir esse padrão internacionalmente reconhecido, o juiz brasileiro (Murilo Mendes, da Corte Federal em Sinop) coloca em risco os fundamentos que sustentam a segurança aérea e compromete o futuro do transporte aéreo", dizia o texto. Chalk se recusou a comentar a crise enfrentada pelo sistema aéreo brasileiro e o atual estado dos aeroportos no país, mas, ao dizer que sua próxima viagem será para São Paulo, assegurou: "Não, não tenho medo". |
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