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Investigação deve durar no mínimo dez meses, diz Aeronáutica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A investigação sobre o acidente com o Airbus A-320 da TAM deve durar pelo menos dez meses, disse nesta quarta-feira o comandante de acidentes de vôo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho. Em entrevista coletiva, Kersul Filho disse que a média internacional de para investigações de acidentes desse porte é de 18 meses. No caso do acidente da Gol, ocorrido em setembro do ano passado, o Cenipa pretende divulgar uma conclusão a respeito da causa da colisão com o jato Legacy um ano depois de ocorrida a tragédia, ou seja, em setembro deste ano. Equipes de resgate continuam trabalhando na retirada dos corpos do local do acidente com o vôo JJ 3054 da TAM, que colidiu com um prédio da empresa na terça-feira na região do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no maior acidente aéreo da história do Brasil. Até a noite de quarta, os bombeiros haviam retirado 180 corpos do local. Desse total, apenas nove pessoas foram identificadas até agora pelo Instituto Médico Legal da capital paulista. O Airbus A-320 havia decolado de Porto Alegre às 17h16 de terça-feira, com destino a São Paulo, com 186 pessoas a bordo. Às 18h45, depois de pousar em Congonhas, o avião derrapou, atravessou a Avenida Washington Luis e colidiu com um depósito da TAM Express, o braço de entregas urgentes da empresa. As autoridades descartam a possibilidade de encontrar algum sobrevivente entre as pessoas que estavam no avião. Na coletiva, o superintendente de engenharia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Armando Schneider Filho, reafirmou que a pista de Congonhas é segura. O aeroporto de Congonhas, que foi fechado depois do acidente, voltou a operar nesta quarta-feira com uma pista auxiliar. A pista principal, utilizada pelo avião da TAM, permanece fechada. Muitos dos vôos do aeroporto foram cancelados ou transferidos para os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas. Caixa-preta A caixa-preta do avião já foi encontrada e estaria sendo enviada aos Estados Unidos para análises. Durante toda a madrugada, bombeiros lutaram para apagar as chamas no depósito da TAM Express. O fogo foi controlado por volta das 2h, mas durante toda a quarta-feira as equipes de resgate estiveram no local retirando corpos de vítimas. Também ainda de madrugada, a TAM divulgou uma lista das pessoas que estavam a bordo do Airbus. Em uma nota, a Infraero, empresa que administra os aeroportos do país, disse que ainda "são prematuras quaisquer hipóteses sobre o sinistro, sendo prudente aguardar-se as devidas investigações sobre o caso". A pista principal do aeroporto de Congonhas foi reaberta no dia 30 de junho, depois de pouco mais de um mês fechada para obras que deveriam aumentar sua segurança, mas o "grooving" – ranhuras que ajudam na drenagem da pista – não chegou a ser feito. O presidente Lula determinou que a Polícia Federal "instaure imediatamente um inquérito policial para apurar se a pista reformada do aeroporto de Congonhas foi entregue pela autoridade pública, para uso das aeronaves, dentro das normas técnicas e legais de segurança", segundo nota do Ministério da Justiça. Especialistas levantaram pelo menos duas hipóteses para as causas do acidente. Uma delas é de que o piloto tenha aterrissado além do ponto ideal para um pouso seguro na pista principal. O piloto também pode ter pousado no local ideal, mas pode ter perdido o controle da aeronave por algum motivo. TAM Ainda nesta quarta-feira, o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna, disse que considera seguro o aeroporto de Congonhas, apesar do acidente. Bologna também negou que a pista molhada possa ter sido um fator que levou ao acidente. Segundo o presidente da TAM, a empresa operou na segunda-feira – um dia chuvoso em São Paulo - mais de cem vôos no aeroporto, na zona sul da cidade, sem que tivesse qualquer tipo de problema. De acordo com Bologna, ainda não é possivel afirmar se a ausência na pista principal de Congonhas do chamado "grooving" colaborou ou não para que a tragédia ocorresse. Bologna também disse que a empresa já está em contato com os familiares das vítimas para discutir indenizações e está disposta a fazer os pagamentos o quanto antes. Os parentes das vítimas estão sendo transportados pela TAM para São Paulo, onde devem ajudar a identificar os mortos. Além dos ocupantes do avião, pelo menos outras três pessoas que estavam no prédio da TAM no momento do acidente morreram e cinco estão desaparecidas, segundo o presidente da empresa. |
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