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Especialistas têm duas hipóteses para explicar acidente da TAM | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que duas hipóteses são as mais prováveis para explicar as causas do acidente do avião da TAM em São Paulo. O Airbus 320 – que vinha de Porto Alegre no final da tarde de terça-feira, com 186 pessoas a bordo – não conseguiu aterrissar em Congonhas, atravessou a avenida em frente ao aeroporto e bateu em um prédio da TAM. O acidente aéreo é o maior da história do Brasil. Para os especialistas, as duas hipóteses mais prováveis são:
Para o major-brigadeiro Renato Cláudio Costa Pereira, ainda não há dados suficientes para se determinar o que aconteceu. No entanto, ele acredita que as palavras "vira, vira" – faladas no cockpit da aeronave, ouvidas na torre de comando do aeroporto e reveladas à imprensa pelo governador de São Paulo, José Serra – indicam que o piloto pode ter tentado arremeter a aeronave. "Não é 'vira' que ele estava falando. Não existe esse termo em aviação. Era 'gira, gira', ou seja, ele (o co-piloto) estava pedindo para que o piloto rodasse o avião (girar o avião para cima, para voltar a decolar)", afirma o major-brigadeiro, que foi presidente da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e já participou de investigações do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, um órgão ligado ao Ministério da defesa). Os especialistas dizem que a decisão de se arremeter a aeronave e tentar novo pouso é bastante comum em aeroportos como Congonhas, mas requer agilidade por parte do piloto. "A decisão de arremeter é muito rápida. O sujeito não pode pensar. Se ele pensar, ele não faz. Quando ele percebe, ele já jogou o avião para cima", diz Hélcio Estrella, editor-chefe da revista Aviação em Revista. Pista sem ranhuras Os especialistas ouvidos pela BBC Brasil são unânimes em condenar as condições da pista de Congonhas, que foi liberada para utilização sem a conclusão de ranhuras que ajudam a escoar a água da pista nos dias de chuva, conhecidas como grooving. "Eu acho que a hipótese mais provável é que eles (a Infraero) tenham entregue a pista prematuramente, sem as ranhuras", diz Ivan Sant'Anna, autor de livros especializados em aviação. "Acho que operar com chuva em cima de uma pista deste tamanho sem grooving é muito arriscado, principalmente com um avião pesado, grande e cheio de combustível." "Se existe essa possibilidade, deveria se parar toda a operação com chuva e desviar para Guarulhos. Foi um acidente de graça", afirma o major-brigadeiro Pereira. |
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