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Polícia britânica busca responsáveis por carros-bomba | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia britânica deu início a uma grande caçada aos responsáveis pelos dois carros-bomba encontrados no centro de Londres nesta sexta-feira. Agentes da polícia antiterorrismo estão assistindo a várias horas de gravações feitas por câmeras de circuito fechado de TV em busca de suspeitos. Há relatos - ainda não confirmados pela polícia - de que foi encontrada uma imagem de um suspeito saindo do carro que estava estacionado em frente ao clube noturno Tiger Tiger, na rua Haymarket, perto de Piccadilly Circus. Esse carro, uma Mercedes Benz, foi o primeiro a ser encontrado e tinha 60 litros de gasolina, cilindros de gás e pregos. A polícia realizou uma explosão controlada no veículo por volta das 2h de sexta-feira (22h de quinta-feira pelo horário de Brasília). O carro foi encontrado devido ao alerta feito por uma equipe médica em uma ambulância, que estranhou ao ver fumaça saindo do Mercedes. Segundo os policiais, caso o dispositivo houvesse explodido, poderia ter causado "uma carnificina". Horas depois, a polícia localizou um segundo carro-bomba, também uma Mercedes Benz carregada com material similar ao encontrado no primeiro veículo: gasolina, cilindros de gás e pregos. Esse segundo carro estava em um estacionamento subterrâneo na avenida Park Lane, na região do Hyde Park. O automóvel havia sido levado para o local depois de ser guinchado da rua Cockspur, perto de Trafalgar Square, onde estava estacionado ilegalmente. Os dois carros foram levados pela polícia para serem submetidos a exames forenses. Policiamento reforçado Enquanto busca suspeitos, a polícia aumentou o patrulhamento na capital britânica e está revisando os procedimentos de segurança para diversos eventos públicos marcados para este final de semana em Londres. A polícia afirmou que a segurança do público é agora a prioridade e fez um apelo para que todos permaneçam vigilantes. Segundo os agentes que atuam no caso, os dois carros encontrados continham material muito semelhante e estão claramente ligados. O chefe do comando de combate ao terrorismo da Scotland Yard, Peter Clarke, afirmou que a descoberta do segundo automóvel era "obviamente perturbadora" e "reforça a necessidade de todos permanecerem alertas".
Ao falar sobre o primeiro carro encontrado, Clarke disse que era “óbvio que, se o artefato tivesse sido detonado, poderia ter havido perda de vidas e ferimentos significativos". O comitê de emergência do governo britânico, chamado Cobra, terá uma reunião na manhã deste sábado para discutir as tentativas de atentados. A reunião deverá ser presidida pelo novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ou pela ministra do Interior, Jacqui Smith. Al-Qaeda Segundo o jornalista da BBC Frank Gardner, especialista na cobertura de assuntos ligados a segurança, a descoberta do segundo carro está levando os investigadores a suspeitar que simpatizantes da rede Al-Qaeda estejam envolvidos no episódio. "Explosões simultâneas, coordenadas, têm sido historicamente uma marca distinta dos ataques (da Al-Qaeda) contrra o Ocidente", disse Gardner. De acordo com o jornalista, agências de inteligência ocidentais detectaram recentemente discussões entre os chamados jihadistas, tanto na Grã-Bretanha quanto no Exterior, sobre ataques a alvos britânicos. No entanto, fontes do governo britânico disseram que não houve qualquer descoberta específica de inteligência e que, até agora, ninguém reivindicou a autoria dessas tentativas de atentado. A Scotland Yard também evitou comentar relatos de que um telefone celular, que poderia ser usado para detonar as bombas, foi encontrado dentro do primeiro carro. Telefones celulares foram usados para detonar bombas no Iraque e na Indonésia e em outros ataques terroristas, como os atentados ocorridos em Madri em 2004. Semelhanças Essas tentativas de atentados em Londres remetem também a outros planos terroristas contra a Grã-Bretanha. Em abril, cinco homens foram condenados à prisão perpétua por planejarem um atentado ligado à Al-Qaeda. Os homens eram acusados de guardar 600 quilos de nitrato de amônio para fabricar bombas caseiras com o objetivo de atacar casas noturnas, um shopping, a rede de gás e eletricidade e também uma lista de sinagogas em toda a Grã-Bretanha. Em novembro de 2006, Dhiren Barot, de 34 anos, também foi condenado à prisão perpétua por ter planejado, entre outros ataques, detonar uma bomba “suja” (contendo substâncias radioativas) em Londres, lançar um ataque contra o sistema de metrô da capital britânica e provocar explosões nas sedes do FMI e do Banco Mundial em Washington, nos Estados Unidos. Um outro repórter da BBC que participa da cobertura, Andy Tighe, disse que o momento em que os dois carros-bomba foram encontrados tem grande importância. O episódio ocorre apenas dois dias depois de Brown ter se tornado primeiro-ministro e às vésperas do segundo aniversário dos atentados de 7 de julho de 2005 ao sistema de transportes de Londres. Desde agosto de 2006, o nível de alerta de terror na Grã-Bretanha é classificado como "severo" - um nível abaixo de "crítico", que é o mais alto. |
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