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Atualizado às: 06 de novembro, 2006 - 18h54 GMT (15h54 Brasília)
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Britânico planejava ataques simultâneos em Londres e EUA
Dhiren Barot
Barot planejava detonar limosines cheias de cilindros gás
Um homem convertido ao islamismo planejou ataques sincronizados na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, de acordo com a tese apresentada pela promotoria num tribunal de Londres nesta segunda-feira.

O ex-hindu Dhiren Barot, de 34 anos, teria planejado, entre outros ataques, detonar uma "bomba suja" em Londres, lançar um ataque contra o sistema de metrô de Londres e provocar explosões na sede do FMI e do Banco Mundial em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo o promotor Edmund Lawson, um documento assinado por Barot encontrado no Paquistão revela que ele planejava encher limosines com cilindros de gás e detonar estes veículos em estacionamentos subterrâneos perto de instituições financeiras.

"Havia planos para a detonação de um dispositivo que espalharia radiação, mais comumente conhecido como bomba suja, o uso de um caminhão tanque com combustível para causar uma explosão e um ataque contra a rede de trens ou metrô de Londres, incluindo o expresso para o aeroporto Heathrow, de uma explosão em um trem do metrô enquanto passava por um túnel debaixo do rio Tâmisa", afirmou o promotor.

"O principal objetivo era matar centenas, talvez milhares de inocentes sem aviso", acrescentou Lawson.

Advogados de defesa insistiram durante o julgamento nesta segunda-feira que ele não recebia verbas nem materiais para fabricação de bombas quando foi capturado.

Barot, da área de Kingsbury, no norte de Londres, foi descrito por promotores como um "integrante ou associado próximo" da rede Al-Qaeda. Sua sentença deverá ser divulgada nesta terça-feira.

Ele admitiu em outubro ser culpado da acusação de conspirar para cometer assassinato.

'Caos'

Segundo a promotoria, Barot escreveu: "Imaginem o caos que causaria uma poderosa explosão em Londres, que poderia romper o próprio rio. Isto causaria um pandemônio, com as explosões, inundações, afogamentos, etc que iriam ocorrer".

Nos Estados Unidos, além do Banco Mundial e do FMI, a sede da Bolsa de Valores de Nova York, a sede do grupo Citigroup e o edifício Prudential em Newark, Nova Jersey, também seriam alvos de seus ataques.

Barot admirava os ataques nos trens de Madri e escreveu que ele queria criar "outro dia negro para os inimigos do islamismo e uma vitória para os muçulmanos", segundo o promotor Lawson.

Os planos de Barot tiveram início antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, quando foram arquivados. Mas os aperfeiçoamentos e trabalhos no plano foram feitos até 2004, segundo o promotor Lawson.

Barot usou identidades falsas e pelo menos um passaporte falso. Ele foi pego apenas devido a uma "operação meticulosa e impressionante" da polícia, com informações de agências secretas britânicas, paquistanesas e americanas.

A promotoria disse que Barot recebeu seu primeiro treinamento no uso de armas e explosivos em 1995 em uma área montanhosa perto da Caxemira.

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