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Atualizado às: 30 de abril, 2007 - 15h53 GMT (12h53 Brasília)
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Grã-Bretanha condena cinco por planos de atentados
No sentido horário, a partir da esquerda: Jawad Akbar, Omar Khyam, Salahuddin Amin, Waheed Mahmood, Anthony Garcia
Acusados foram presos em 2004 e julgamento durou mais de um ano
Cinco homens foram condenados à prisão perpétua nesta segunda-feira pela acusação de planejar ataques com bomba na Grã-Bretanha, após um julgamento que durou mais de um ano e se tornou o mais longo da história do país.

Os homens eram acusados de guardar 600 quilos de nitrato de amônio para fabricar bombas caseiras com o objetivo de atacar casas noturnas, um shopping, a rede de gás e eletricidade e também uma lista de sinagogas em toda a Grã-Bretanha.

Os réus, a maioria de origem paquistanesa, eram simpatizantes da Al-Qaeda e alguns visitaram campos de treinamento no Paquistão.

O júri considerou cinco dos acusados culpados de conspirar para causar explosões que poderiam colocar vidas em risco. Outros dois foram absolvidos.

Dois dos cinco condenados, incluindo o líder do grupo, Omar Khyam, foram considerados culpados pela posse dos 600 quilos de nitrato de amônio. Khyam também foi considerado culpado pela posse de pó de alumínio para "fins terroristas".

Prevenção

Os serviços de segurança britânicos começaram a vigiar intensamente o grupo no começo de 2004.

Eles foram presos em março daquele ano, quando se temia que o grupo estivesse realizando os preparativos finais para uma série de ataques com bombas.

Apesar da maioria dos acusados ser britânica, pelo menos dois deles teriam adotado uma postura mais radical durante visitas a campos de treinamento na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.

Alguns dos réus também tiveram contato com clérigos radicais como Abu Hamza e Omar Bakri Mohammed, além de ligações claras com a liderança da Al-Qaeda no Paquistão.

Atentados de 2005

O sucesso dos serviços de segurança britânicos em evitar que o plano tivesse sucesso foi acompanhado de polêmica.

O julgamento revelou que o líder dos ataques de 7 de julho de 2005, em Londres, Mohammed Siddique Khan, apareceu na operação de vigilância, mas foi considerado um pequeno criminoso, e não um futuro suicida.

Apesar de Khan ter sido colocado na lista da agência secreta britânica MI5, a falta de recursos e outros casos evitaram uma investigação completa sobre ele.

Após o anúncio da sentença, o ministro do Interior britânico, John Reid, disse que "cinco terroristas perigosos" foram colocados na cadeia e elogiou a polícia e os serviços de segurança do país.

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