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Atualizado às: 11 de maio, 2006 - 12h46 GMT (09h46 Brasília)
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Relatório critica falta de recursos contra atentados
Os ataques ao metrô e a ônibus de Londres deixaram 52 mortos
Um relatório do Parlamento britânico sobre os atentados de 7 de julho do ano passado, em Londres, diz que a falta de recursos dos serviços de inteligência prejudicou o trabalho de prevenção aos ataques.

"Se as autoridades tivessem mais recursos à disposição na época, as chances de evitar os ataques de julho teriam sido maiores", diz o documento, divulgado nesta quinta-feira.

Os atentados mataram 52 passageiros do metrô e de ônibus.

O documento, da Comissão de Inteligência e Segurança do Parlamento da Grã-Bretanha, concluiu que a decisão das agências de inteligência de não concentrar suas investigações em dois dos três extremistas que realizaram os ataques foi correta, já que eles não tinham recursos para isso.

O relatório também recomenda mudanças nas operações conjuntas entre o serviço de inteligência britânico, o MI5, e a polícia para combater o extremismo doméstico da Grã-Bretanha.

O ministro do Interior, John Reid, fez em seguida um pronunciamento no Parlamento em que confirmou que não será realizada uma investigação independente sobre os atentados.

Escassez

Se as autoridades tivessem deixado de investigar outros suspeitos o risco seria ainda maior, de acordo com a comissão, já que o nível de ameaça era muito alto, e os recursos das agências, escassos.

O documento diz ainda que que as autoridades sabiam da existência de Siddique Khan, o líder dos atentados do ano passado, mas só pôde confirmar a sua identidade antes das explosões.

De acordo com a comissão, os autores dos atentados provavelmente tiveram contato com integrantes da rede Al-Qaeda.

Diana Gorodi, que perdeu a irmã Michelle Otto nos atentados, afirmou ser difícil acreditar que faltaram recursos para evitar os ataques.

"Acho muito, muito difícil aceitar que ninguém percebeu que havia pessoas convencidas de fazer assassinatos em massa", disse Gorodi à BBC.

O relatório da comissão parlamentar foi baseado em entrevistas com a polícia e integrantes dos serviços de inteligência e segurança.

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