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Polícia de Londres defende política de 'atirar para matar' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse nesta quinta-feira que a política de "atirar para matar" já existia em alguns casos e defendeu que seus policiais sempre foram comedidos ao aplicá-la. Após os atentados do dia 7 de julho na capital britânica, a polícia londrina lançou a chamada Operação Kratos, segundo a qual agentes armados têm autorização para disparar sem advertência prévia contra a cabeça de alguém identificado como homem-bomba. De acordo com o chefe de polícia, em casos como o de seqüestros em que a vítima corre risco de vida, a solução pode ser matar o criminoso. O procedimento é alvo de críticas de ativistas pelos direitos civis e vários setores da sociedade britânica, principalmente após os policiais terem matado em julho o eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, baleado após ser confundido com um extremista. Agora, Ian Blair defende que o procedimento pode ser usado também em casos de seqüestro, quando um seqüestrador estiver prestes a matar um refém. "Se alguém estiver segurando uma criança de dez anos, com uma faca em seu pescoço, e estiver para começar a arrancar a cabeça da criança, o único disparo possível seria contra a cabeça, e nesse caso isso é o que seria feito", afirmou Blair. Jean Charles Suas declarações foram feitas durante reunião da Autoridade da Polícia Metropolitana (órgão que fiscaliza a atuação policial), programada para debater a polêmica política de "atirar para matar". Apesar de defender o uso dos disparos para outras situações, o chefe da polícia de Londres disse que isso não significa uma extensão da Operação Kratos, que continuaria restrita a casos de homens-bomba. Num relatório preparado pela Polícia de Londres e entregue à Autoridade da Polícia Metropolitana nesta quinta-feira, os autores afirmam ser essencial que a polícia "tenha à sua disposição táticas para a defesa e proteção de agentes e do público diante de uma ameaça". "Isso não é uma política de 'atirar para matar'", acrescenta o documento. "As táticas condizem totalmente com a Seção 3 da Lei Criminal, que afirma que 'uma pessoa pode usar tal força para evitar um crime'". O texto diz também que não há nada na lei que obrigue um policial a fazer um anúncio verbal antes de disparar nos casos em que isso se mostrar impraticável. |
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