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'G4, como tal, está morto', diz Celso Amorim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira em Genebra que o considera que "o G4 (grupo formado por Brasil, Índia, União Européia e Estados Unidos), como tal, está morto". A declaração foi feita depois do fracasso, na quinta-feira, das negociações do G4 em Potsdam, na Alemanha. Brasileiros e indianos se retiraram do encontro, que buscava um acordo de liberalização do comércio mundial. As quatro partes tentavam dar novo impulso à chamada Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), que vem se arrastando há seis anos sem que os países da organização cheguem a um acordo sobre a queda de barreiras comerciais em todo o mundo. Para Amorim, que participou das negociações em Potsdam, o fracasso das negociações na quinta-feira não significa que a Rodada Doha acabou. "Eu não acho que a Rodada Doha está morta ou mesmo que está agonizando", disse o ministro, que ressaltou que considera "difícil, mas não impossível" que todos os membros da OMC fechem um acordo que o G4 até agora não conseguiu fechar. Japão Nesta sexta-feira, representantes dos 150 membros da OMC devem se reunir na sede da organização para discutir o futuro das negociações da Rodada Doha. O sucesso do encontro na Alemanha era visto como essencial para o resgate da Rodada Doha, mas Brasil e Índia alegaram que Estados Unidos e União Européia não estavam oferecendo as concessões necessárias em relação à agricultura. Já os países desenvolvidos acusaram Brasil e Índia de não abrirem seus mercados a bens industrializados. Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, disse que a tentativa de se chegar a um acordo continuará de forma multilateral. "A convergência entre esses membros (do G4) teria sido útil para pavimentar o caminho em direção à convergência multilateral. Mas útil não significa indispensável", disse Lamy em nota oficial. "Eu agora peço que os integrantes do G4 contribuam para o processo de negociações multilaterais, que continuará em Genebra." |
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