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Atualizado às: 21 de junho, 2007 - 16h14 GMT (13h14 Brasília)
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Brasil e Índia se retiram de reunião sobre Rodada Doha
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim (foto: arquivo)
Amorim reclamou de propostas apresentadas na reunião
Brasil e Índia decidiram nesta quinta-feira se retirar de negociações para a liberalização do comércio mundial de que participavam junto com a União Européia e os Estados Unidos em Potsdam, na Alemanha.

Em uma coletiva com o ministro de comércio e indústria da Índia, Kamal Nath, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que os dois países consideravam inútil continuar participando da reunião do chamado G4 por causa de desavenças com os europeus e americanos sobre subsídios à agricultura e barreiras comerciais.

Os dois temas têm sido apontados repetidamente como causas do fracasso de negociações desde que a chamada Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio) foi lançada, há seis anos.

"Era inútil prosseguir com a discussão com base nos números colocados na mesa", disse Amorim.

Ponto de interrogação

 Isso (o fracasso) coloca um grande ponto de interrogação na habilidade dos membros da OMC em completar esta rodada.
Peter Mandelson, comissário de comércio da União Européia

Kamal Nath disse que o fracasso em Potsdam é culpa dos Estados Unidos, que não teriam oferecido cortes suficientes de subsídios agrícolas. "Se a rodada for avançar, terá que haver uma mudança substancial de atitude", afirmou.

Mas Índia e Brasil também estão sob pressão nas negociações para acabar com suas barreiras à importação de produtos industriais e para abrir o setor de serviços.

Representantes da União Européia disseram que o corte de tarifas oferecido pelo Brasil não levaria a um aumento de exportações de empresas dos países mais ricos, interessadas em vender mais para os países em desenvolvimento.

"Isso (o fracasso) coloca um grande ponto de interrogação na habilidade dos membros da OMC em completar esta rodada", disse o comissário de comércio europeu, Peter Mandelson. "Isso em si não significa que as negociações não podem ser retomadas."

A representante de comércio americana, Susan Schwab, também salientou que os Estados Unidos não desistiram das negociações, "mas este não é um resultado feliz".

Para Andrew Walker, analista econômico da BBC, o colapso de mais uma tentativa de relançar as negociações ameaça o futuro da Rodada Doha.

Walker diz que, antes do encontro, alguns representantes da área comercial dos lados presentes à reunião disseram que, a menos que houvesse progresso logo, as negociações dificilmente iriam evoluir por um longo período, talvez vários anos.

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Brasil cai em rankings de comércio exterior da OMC.
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