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Atualizado às: 08 de junho, 2007 - 17h03 GMT (14h03 Brasília)
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G8 promete US$ 60 bilhões em ajuda à África
Criança da Costa do Marfim
Líderes reafirmaram compromissos definidos em cúpula de 2005
Líderes dos G8 encerraram nesta sexta-feira uma reunião em Heiligendamm, na Alemanha, com a promessa de fazer mais investimentos para combater doenças na África, mas foram duramente criticados por ativistas que lutam contra a pobreza no continente.

O G8 – grupo formado por Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Canadá, Japão e Rússia – anunciou que irá gastar um total de US$ 60 bilhões para deter o avanço da Aids, da tuberculose e da malária no continente.

O grupo também se comprometeu em investir US$ 500 milhões na área da educação no continente e prometeram ainda tornar realidade promessas feitas após a cúpula do grupo de 2005 – entre elas, treinar mais 20 mil soldados para missões de paz na África e trabalhar para que drogas anti-Aids estejam disponíveis a todos os africanos até 2010.

Mas os ativistas antipobreza dizem ter ficado desapontados com as promessas. A ONG britânica Oxfam, por exemplo, disse apenas US$ 3 bilhões dos US$ 60 bilhões anunciados pelo G8 representam novos investimentos.

 Estou bastante aborrecido. Eu acho que (a linguagem usada pelo G8 para anunciar a ajuda à África) é propositalmente a linguagem do ofuscamento. É enganador de propósito.
Bono Vox, vocalista do U2

“Estou bastante aborrecido. Eu acho que (a linguagem usada pelo G8 para anunciar a ajuda à África) é propositalmente a linguagem do ofuscamento. É enganador de propósito”, disse o vocalista da banda de rock U2 e ativista, Bono Vox.

Por sua vez, Bob Geldof, organizador do show Live 8 para pressionar o G8 a ajudar os países mais pobres em 2005, qualificou o anúncio do G8 de "farsa total".

Custo de “milhões” de vidas

A primeira-ministra da Alemanha e anfitriã da cúpula do G8, Angela Merkel, disse que os líderes do grupo estão conscientes de suas obrigações e queriam cumprir as promessas que fizeram para combater a pobreza no mundo.

O premiê britânico, Tony Blair, foi além, e disse que um “imenso progresso” foi feito na Alemanha. Segundo ele, o G8 reafirmou os compromissos da cúpula de Gleneagles (Escócia) de 2005, “mas a coisa mais importante é que estabelecemos agora como nós vamos torná-los realidade”.

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou que o país iria reservar US$ 30 bilhões para a luta contra a Aids na África.

Compromissos do G8 em Gleneagles em 2005
Perdão das dívidas de 18 países africanos
US$ 50 bilhões a mais para ajudar o continente
Acesso universal a medicamentos anti-Aids na África em 2010
Compromisso de treinar 20 mil soldados para atuar em missões de paz no continente
Estabelecer um acordo comercial que beneficiasse a África
Em troca, líderes africanos se comprometeriam a respeitar a democracia e boas práticas de governança

Diplomatas presentes à reunião confirmaram que esse dinheiro representa metade do investimento anunciado pelo G8 para combater doenças na África nesta sexta-feira, o que decepcionou os ativistas que lutam contra a pobreza.

“Ainda que vidas vão ser salvas com mais dinheiro para a Aids, isto (o que foi anunciado pelo G8) representa um limite que, em última análise, vai custar milhões de vidas”, disse Steve Cockburn, da ONG britânica Stop Aids Campaign.

Progresso

Embora acusem os líderes do G8 de não cumprir promessas feitas em 2005 em Gleneagles, a maioria dos ativistas que lutam contra a pobreza no mundo reconhecem que algum progresso foi feito desde a cúpula de dois anos atrás.

O perdão das dívidas de 18 países africanos permitiu à Zâmbia, por exemplo, expandir o atendimento público de saúde em áreas rurais.

Mas alguns compromissos nunca saíram do papel, como o de aumentar de forma sustentável a ajuda ao continente e trabalhar por um acordo comercial que iria zerar as tarifas de importação de países africanos para países desenvolvidos.

O presidente da Nigéria, Umaru Yar’Adua, um dos seis líderes africanos na cúpula, disse à BBC disse que vai tentar fechar melhores acordos que beneficiem a África como um todo.

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