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Líderes do G8 chegam a acordo sobre clima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, anunciou nesta quinta-feira que líderes do G8, reunidos na país, chegaram a um acordo para discutir formas de conter as mudanças climáticas. "Concordamos que as emissões de CO2 primeiro devem ser suspensas e então reduzidas substancialmente", disse ela. Os líderes reunidos em Heiligendamm teriam concordado em negociar um substituto para o Protocolo de Kyoto dentro de um modelo da ONU. Merkel vinha pressionando pelo corte de 50% nas emissões até 2050, mas os Estados Unidos têm resistido à pressão pela imposição de metas. A chanceler alemã disse que os líderes do G8 concordaram em analisar a meta proposta por ela, mas não houve sugestão de que um acordo final incluiria qualquer compromisso obrigatório para grandes cortes nas emissões. O correspondente da BBC em Heiligendamm Steve Rosenberg afirma que a chanceler alemã apresentou o "acordo" como um grande sucesso. De acordo com um trecho extraído do texto acordado e reproduzido no site do G8, os líderes concordara em agir de forma "rápida e forte" para enfrentar o desafio das mudanças climáticas. "Levando em consideração o conhecimento científico como foi representado nos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), as emissões globais dos gases causadores do efeito estufa devem parar de aumentar, e depois (deve haver) reduções substanciais das emissões globais", diz o texto. G5 As mudanças climáticas também são tema de uma reunião, nesta quinta-feira, dos cinco países que participam do evento na Alemanha como convidados do G8 - Brasil, China, Índia, México e África do Sul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa das discussões, mas tem evitado falar com a imprensa desde que desembarcou em Berlim, na terça-feira à noite. Antes da reunião do G5, o presidente teve encontros privados com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e com os presidentes da Nigéria e da Argélia. Lula deve viajar a Heiligendamm, onde ocorre a cúpula do G8, apenas na sexta-feira de manhã. Proposta americana O compromisso assumido na Alemanha parece levar o plano do presidente americano, George W. Bush, para o âmbito da ONU - algo que vinha gerando resistência dos Estados Unidos. Antes da reunião do G8, Bush propôs o estabelecimento de seu próprio processo de negociações para o controle do clima. O governo alemão queria fazer do combate ao aquecimento global um dos temas dominantes antes da reunião de cúpula. Mas a crescente tensão entre os Estados Unidos e a Rússia ameaçava ofuscar os outros temas da reunião. Os Estados Unidos alegam que seu sistema antimísseis tem como objetivo conter ataques de países hostis como o Irã e a Coréia do Norte, mas Putin afirma que as novas bases ameaçariam a segurança de seu país e que elas poderiam ser alvo de ataques russos. |
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