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Emergentes buscarão estratégia conjunta para o G8, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Nova Déli neste domingo que o Brasil e os demais países emergentes convidados a participar da reunião do G8 deste ano - Índia, China, África do Sul e México – irão elaborar uma “estratégia de participação” no encontro. O presidente não detalhou, entretanto, que aspectos fariam parte desta “estratégia”. Com o adiamento de uma visita que faria ao Marrocos no dia 6 – a pedido do governo marroquino, segundo o Itamaraty –, Lula voará no dia 5 de Nova Déli direto para a Alemanha, onde terá mais tempo para afinar as posições com os outros quatro emergentes. O encontro do G8 começa no dia 7 no país europeu. Na reunião do G8, o presidente brasileiro pretende chamar a atenção dos países ricos para os biocombustíveis, cujo uso teria, nas palavras do porta-voz do Palácio do Planalto, Marcelo Baumbach, o potencial de “aliviar os efeitos da mudança no clima e aumentar a prosperidade das populações dos países mais pobres”. Viagem mista Lula teve um encontro neste domingo com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, na residência oficial do premiê em Nova Déli. O presidente destacou que Brasil e Índia têm “muitas afinidades políticas”, e que vão trabalhar para harmonizá-las antes da reunião do G8. Mas a visita de Lula à Índia também serve a propósitos comerciais. “É um misto de duas coisas. (A viagem) tem um fundo comercial muito grande, e depois tem um interesse político, porque a Índia é considerada nosso parceiro estratégico. Em terceiro lugar, a Índia é um parceiro importante nas discussões da OMC (Organização Mundial do Comércio)”, disse Lula. Representantes dos governos brasileiro e indiano assinarão em Nova Déli sete acordos em diversas áreas, desde promoção comercial à co-produção cinematográfica, passando pela utilização de imagens de satélite e a temas alfandegários. Além disso, empresários brasileiros têm demonstrado interesse em “mergulhar de cabeça” no mercado indiano, ou seja, não apenas vender produtos e serviços para a Índia, mas estabelecer uma presença mais forte no país, por meio de associações com empresas indianas. Um exemplo será dado pela Petrobras e pela estatal indiana de petróleo e gás, ONGC, que prevêem explorar três blocos petrolíferos na Índia e no Brasil, segundo informou o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que integra a comitiva presidencial. As duas empresas firmarão um segundo memorando de entendimento – o primeiro foi assinado em setembro do ano passado – durante a viagem de Lula. O exemplo deve ser seguido pelo setor privado. A fabricante de ônibus gaúcha Marcopolo, por exemplo, anunciou que começará a produzir no fim do ano que vem em parceria com a Tata, o maior produtor automotivo indiano. O vice-presidente da Marcopolo, José Antonio Fernandes Martins, acredita que em 2012 a nova joint venture estará fabricando entre 20 mil e 25 mil ônibus na Índia – metade de sua produção mundial e bem acima da produção brasileira, que deve ser de 10 mil ônibus no mesmo ano. |
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