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Lula quer 'troca de experiência' com a Índia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em Londres, que quer estreitar as relações do Brasil com a Índia e que espera ver uma maior troca de experiências entre os dois países. “Espero que o Brasil consiga estreitar a sua relação com a Índia, espero que a gente consiga cumprir uma meta que nós nos propusemos, tanto o Brasil quando a Índia, de fazer que a nossa balança comercial cresça muito mais.”, disse o presidente, antes de embarcar para o país asiático. “(Queremos) fazer troca de experiência no campo científico e tecnológico, que é muito importante. Eu quero convencer a Índia a mandar um pouco da sua indústria para o Brasil. Acho que vai ser uma visita muito importante.” Segundo a programação divulgada pelo Itamaraty, o presidente deve desembarcar em Nova Déli neste domingo por volta das 8h, hora local (23h30 de sábado, hora de Brasília). É a segunda visita de Lula à Índia. Em 2004, ele foi convidado especial do governo indiano nas comemorações do Dia da República e em setembro do ano passado recebeu em Brasília o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. De acordo com uma fonte do Itamaraty, a cooperação dos dois países em âmbito multilateral já é considerada bastante avançada, mas a relação bilateral ainda precisa ser incrementada. Brasil e Índia atuam de forma conjunta no G4 (junto com Alemanha e Japão), para pressionar pela reforma do Conselho de Segurança da ONU, e no G20, que reúne os países em desenvolvimento nas negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os dois países também formam junto com a África do Sul o Ibas. Comércio Na visita do primeiro-ministro indiano, os dois governos assumiram o compromisso de elevar o intercâmbio comercial dos atuais US$ 2,4 bilhões para US$ 10 bilhões em 2010. Faz parte da programação da visita um seminário empresarial sobre comércio e investimento que terá a participação de 108 empresários e executivos de 60 empresas brasileiras, na segunda e terça-feira. O presidente faz um discurso na abertura do evento. Serão assinados acordos de governo nas áreas aduaneira, de energias renováveis, educação, ciência e tecnologia, defesa, cultura e tecnologia da informação. Brasil e Índia estão negociando também um acordo para aumentar a produção de etanol na Índia, que já é um grande produtor de açúcar e produz o combustível em pequena escala. A cooperação nuclear entre os dois países, em discussão, não deverá ser tratada nesta viagem, de acordo com o governo. Mas o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, disse nesta semana que o assunto não está descartado. “Não existe previsão de acordo na área nuclear. O que não impede que isso seja acrescentado à agenda”, afirmou, numa entrevista coletiva no Palácio do Planalto. O Itamaraty diz que o governo brasileiro vai aguardar a decisão do Grupo de Supridores Nucleares sobre o status da Índia antes de dar continuidade às negociações para cooperação nesta área. A cooperação estudada, de acordo com o governo brasileiro, é na área de pesquisa e uso medicinal da energia nuclear. O presidente Lula vai receber também o prêmio Nehru, concedido pelo governo indiano para personalidades que se destacaram pela sua contribuição à paz e à aproximação dos povos. |
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