|
Morales diz confiar no 'diálogo' com a Petrobras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente boliviano, Evo Morales, disse nesta terça-feira acreditar que o impasse em torno da venda de duas refinarias da Petrobras na Bolívia será resolvido por meio do diálogo. "Estou convencido de que com países vizinhos, como o Brasil, jamais será necessário apelar a arbitragem internacional", disse o presidente boliviano, no Palácio Quemado, em La Paz. "Certamente haverá um entendimento, isso não é um problema, só falta aprofundar o diálogo." Morales afirmou também que a proposta enviada pelo Brasil para a venda das refinarias está em análise. "Nas próximas horas, o ministro Carlos Villegas (dos Hidrocarbonetos) dará a resposta, para que o diálogo continue", disse. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre o impasse nesta terça-feira, afirmando que não há problemas em a Petrobras vender as duas refinarias que tem na Bolívia, desde que o governo boliviano pague "o preço justo". "Se não for pago o preço justo, vamos buscar os nossos direitos", disse Lula. Na segunda-feira, depois de receber a notícia de um decreto do governo boliviano que impede a Petrobras de comercializar e exportar petróleo cru reconstituído e gasolinas brancas, o presidente da estatal brasileira, José Sergio Gabrielli, disse que daria um prazo de dois ou três dias (até esta quarta-feira) para que se chegasse a um entendimento sobre a venda das duas refinarias. A Petrobras enviou à estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) uma proposta final de venda total das refinarias Gualberto Villarroel, localizada em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz de la Sierra. Caso não se chegasse a um acordo no prazo, disse Gabrielli, a Petrobras apelaria aos tribunais internacionais e à Justiça boliviana. Gabrielli disse ainda que o decreto representava uma “expropriação do fluxo de caixa” das unidades de refino da Petrobras. Pelo decreto de Morales, complementar à nacionalização dos hidrocarbonetos, a comercialização e a exportação serão exercidas apenas pela YPFB. Nesta terça-feira, o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, disse que o presidente Lula está "preocupado" com a decisão da Bolívia, mas vai aguardar os acontecimentos. "Não agradou (ao presidente Lula) e não ajuda a relação entre os dois países", disse. A Petrobras e o governo da Bolívia divergem em relação ao preço das refinarias. Na semana passada, após idas e vindas, o governo boliviano teria avaliado em US$ 60 milhões o preço das duas unidades. A proposta da empresa brasileira teria sido de US$ 136 milhões. Para a Petrobras, ao reduzir para US$ 30,35 o preço do petróleo cru reconstituído, Morales cortou os rendimentos das refinarias. O mesmo produto no mercado internacional custa US$ 55 o barril. Pelo mesmo decreto, Morales determina que as gasolinas brancas sejam vendidas a US$ 31,29 – também abaixo do preço internacional. Hoje, a Petrobras processa nas suas refinarias o condensado, líquido associado ao gás natural, e diversos outros produtos, inclusive o cru reconstituído. Também por isso, a medida boliviana afetará o fluxo de caixa das refinarias, tornando-as num negócio menos rentável. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Petrobras reage a decreto boliviano e lança ultimato07 maio, 2007 | BBC Report Bolívia vai contratar consultoria para definir preço de refinarias03 maio, 2007 | BBC Report Após novos contratos, Petrobras devolve uma concessão à Bolívia02 maio, 2007 | BBC Report Morales sobre petroleiras: 'a partir de agora somos sócios'02 maio, 2007 | BBC Report Petrobras e estatal boliviana divergem sobre controle do setor 02 maio, 2007 | BBC Report Negociações sobre refinarias na Bolívia continuam, diz Petrobras01 maio, 2007 | BBC Report Morales adia decretos e mantém indefinição sobre Petrobras01 maio, 2007 | BBC Report Bolívia reduz envio de gás a Brasil e Argentina20 abril, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||