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Negociações sobre refinarias na Bolívia continuam, diz Petrobras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira que continuam as negociações para a venda das duas refinarias da empresa ao governo boliviano. “As negociações continuam desde maio de 2006 até agora e esperamos achar uma boa solução”, afirmou Gabrielli numa entrevista coletiva em Houston, nos Estados Unidos, onde participa da Offshore Technology Conference (OTC), maior evento da indústria de petróleo offshore no mundo. A companhia possui duas refinarias na Bolívia - Gualberto Villaroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz de La Sierra. Gabrielli disse ainda que a YPFB, estatal boliviana de hidrocarbonetos, oficializou nesta terça-feira os contratos assinados em 24 de outubro de 2006 com a Petrobras para a produção e comercialização de hidrocarbonetos naquele país. “O acordo permite uma rentabilidade de longo prazo adequada para a Petrobras”, afirmou o presidente da Petrobras. O presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, disse à rádio boliviana Erbol que a conclusão do processo de nacionalização será nesta quarta-feira, às 6h (7h de Brasília), com a assinatura dos contratos numa cerimônia no palácio do governo. A Petrobras informou, em Brasília, que esta cerimônia não muda a situação da empresa, já que trata-se apenas da colocação em prática dos contratos que já foram negociados em outubro do ano passado. A demora para a entrada em vigor deve-se às dificuldades que o governo teve primeiro para aprovar os novos contratos no Congresso e depois para registrá-los em cartório. Os novos contratos estabelecem uma nova fórmula para calcular os ganhos das empresas estrangeiras e a participação da estatal YPFB no negócio de exploração e comercialização do gás (no caso brasileiro) e do petróleo extraídos dos campos bolivianos. No caso brasileiro, outra negociação, concluída em fevereiro durante visita do presidente Evo Morales a Brasília, aumentou o preço pago pela Petrobras pelo gás importado através do gasoduto Brasil-Bolívia. O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, que também participa em Houston da OTC, disse em entrevista por telefone à Globonews que não vê riscos de novas mudanças na relação com os bolivianos. “Eu não acredito. Não temos nenhuma indicação de qualquer medida unilateral no que se refere aos contratos da Petrobras na área de exploração nem com efeito às refinarias”, afirmou. Ele também disse que não há, no curto prazo, risco de desabastecimento do gás proveniente da Bolívia. |
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