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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2007 - 19h20 GMT (17h20 Brasília)
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Morales nacionaliza metalúrgica de grupo suíço
Mineiros e soldados bolivianos na entrada da metalúrgica
Mais de 200 soldados ocuparam as instalações da empresa
O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou nesta sexta-feira a empresa Vinto, uma das mais importantes metalúrgicas que atuam no país e de propriedade da companhia suíça Glencore International.

A Vinto é o maior complexo privado de fundição de estanho da Bolívia.

A nacionalização foi feita por decreto, e não há previsão de pagamento imediato de indenização à companhia suíça.

Com um único artigo, o decreto afirma que "se reverte ao domínio do Estado boliviano o Complexo Metalúrgico Vinto, com todos os seus ativos atuais, dispondo que a (estatal) Empresa Metalúrgica Vinto (EMV) assuma de imediato o controle administrativo, técnico, jurídico e financeiro".

Mais de 200 soldados do Exército boliviano ocuparam as instalações da empresa, localizada no departamento (Estado) andino de Oruro.

Uma porta-voz da companhia suíça disse à BBC que, até o momento, a empresa não havia sido contatada por nenhum oficial boliviano. Ela afirmou também que a empresa pretende tomar todas as medidas necessárias dentro da lei boliviana e da lei internacional para proteger seus interesses.

Negócio

A Glencore comprou a metalúrgica de uma companhia de mineração privada pertencente ao ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada.

Em janeiro, quando completou um ano no poder, Morales afirmou no Congresso que pretendia nacionalizar o setor de mineração e recuperar empresas que pertenciam Sánchez de Lozada e haviam sido vendidas à suíça Glencore.

Nesta quinta-feira, Morales também havia criticado a maneira como a unidade foi vendida à Glencore, no final dos anos 1990, afirmando que não havia sido "transparente".

Morales também disse que o governo já havia enviado ao Congresso um projeto para modificar o regime tributário da mineração, para que "privilegie os interesses nacionais e das regiões e municípios, como o de hidrocarbonetos".

Protestos

O anúncio da nacionalização foi feito um dia depois de um acordo entre Morales e os mineiros cooperativados da Bolívia.

As negociações encerraram um grave conflito iniciado em 25 de janeiro, quando o governo anunciou a decisão de elevar o Imposto Complementar da Mineração (ICM) em mais de 100%.

Mais de 20 mil mineiros realizaram protestos na capital, La Paz, que incluíram o uso de explosivos e enfrentamentos com policiais.

Depois de horas de negociação na quarta-feira, foi acertado um congelamento do aumento tributário previsto pelo Executivo.

O governo boliviano também prometeu um fundo de US$ 10 milhões para melhorar as condições de trabalho em cooperativas independentes.

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