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Confrontos levam Morales a demitir ministro de Minas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, demitiu na noite de sexta-feira o ministro de Minas, Walter Villaroel, e o presidente da companhia mineradora estatal boliviana (Comibol), Antonio Rebollo. As demissões ocorreram depois de dois dias de confrontos violentos entre grupos rivais de mineiros que já deixaram pelo menos 16 mortos e dezenas de feridos. Nesta sexta-feira, os dois grupos concordaram com uma trégua e interromperam os enfrentamentos, nos quais foram usadas armas e dinamite. Ex-líder de uma cooperativa de mineiros, Villaroel era visto como muito próximo a um dos grupos envolvidos no conflito, conforme Damian Kahya, correspondente da BBC em La Paz. O ex-líder trabalhista Guillermo Dalence Salinas foi o escolhido para assumir a pasta de Minas. Hugo Miranda substituirá Rebollo na presidência da Comibol. "Aprendizado" "Decidi substituir aqueles que estavam no poder para que o povo seja melhor servido", afirmou Morales, segundo a agência de notícias AFP. De acordo com a agência de notícias AP, Morales afirmou que as substituições fazem parte do processo de aprendizado de seu governo. "Não podemos resolver todos os nossos problemas sociais em oito meses", disse Morales, conforme a AP Morales também anunciou uma investigação do conflito O governo boliviano já havia ordenado o envio de 700 policiais federais para tentar conter a violência na mina de Huanuni, localizada no coração do Altiplano, a 288 quilômetros de La Paz. Trégua Os confrontos envolvem mineiros sindicalizados, ligados ao Estado, e mineiros que trabalham por conta própria, associados a uma cooperativa independente. Os dois grupos brigam por direitos de acesso à mina, a principal jazida de estanho da Bolívia, responsável por 5% da produção mundial. Com a trégua, espera-se que os dois grupos discutam uma solução para o conflito. Na noite de quinta-feira, os grupos já haviam concordado em interromper os confrontos para que os mortos pudessem ser enterrados, mas logo depois os enfrentamentos continuaram. Os enfrentamentos são considerados os piores já ocorridos no governo do presidente Evo Morales, que foi eleito em dezembro do ano passado com o apoio dos mineiros. Protestos Até pouco tempo atrás, a mina de Huanuni era administrada de forma conjunta entre a empresa RBG, de capital inglês, e o Estado boliviano. No entanto, o governo recuperou o controle da mina, que é explorada pelos mineiros ligados ao Estado e pelo cooperativados. Agora, os mineiros independentes querem que o governo lhes entregue as ações administradas pela empresa RBG para explorar a mina. No mês passado, os mineiros que trabalham para o Estado bloquearam as principais estradas bolivianas em um protesto por mais empregos na mina de Huanuni. O bloqueio foi encerrado depois de negociações com o governo boliviano. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Bolívia envia 700 policiais para conter violência06 de outubro, 2006 | Notícias Confrontos entre mineiros matam pelo menos nove na Bolívia06 de outubro, 2006 | Notícias Morales enfrenta maior onda de protestos de seu governo30 agosto, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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