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Reunião sobre Iraque termina com 'progressos diplomáticos' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A reunião de mais de 50 países e dois dias de intensas conversas sobre formas de estabilizar o Iraque resultaram em um documento de compromissos entre as nações presentes e o governo iraquiano. Apesar de existirem dúvidas se eles vão sair do papel, integrantes e organizadores do evento, realizado nesta quinta e sexta-feiras no balneário de Sharm el-Sheikh, afirmaram que foram feitos progressos diplomáticos. Na entrevista coletiva de conclusão do evento, o ministro do Exterior iraquiano, Hoshiyar Zebari, disse ser importante para o futuro do país que Estados Unidos, Irã e Síria resolvam suas diferenças e que houve sinais positivos nesta direção durante a conferência. "O Iraque precisa caminhar em uma direção que reduza as tensões entre as partes envolvidas na questão iraquiana, entre os Estados Unidos, que são um dos grandes atores nisto, e o Irã e a Síria. Houve um encontro bilateral ontem entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o ministro do Exterior da Síria", disse Zebari. O encontro desta quinta-feira entre Rice e o ministro do Exterior sírio, Walid al-Mualem, foi o contato diplomático mais importante entre os dois países em dois anos. Saída das tropas estrangeiras Porém, o encontro mais aguardado, entre Rice e o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, não ocorreu, embora um breve contato de autoridades de mais baixo escalão dos dois países tenha ocorrido. No primeiro dia de conferência, foram prometidos mais de US$ 30 bilhões em ajuda financeira e perdão de dívidas ao Iraque, segundo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki Moon. O documento final renova seu apoio "aos esforços do Iraque para assumir todas as responsabilidades de segurança e defesa no país, o que vai abrir caminho para a conclusão do mandato das forças multinacionais, cuja presença não será permanente e vai terminar a pedido do governo do Iraque". A declaração também determina a criação de três grupos de trabalho, que irão cuidar de três dos problemas mais urgentes do Iraque: segurança e proteção nos dois lados de fronteiras comuns; ajuda a iraquianos desalojados internamente e refugiados; e fornecimento e assistência técnica nas áreas de energia e combustível. Na opinião do secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, ainda não é possível dizer se todas as boas intenções enumeradas nas cinco páginas da declaração final da conferência serão colocadas em prática e que serão realizadas reuniões futuras para avaliar isto. "Mas não podemos dizer que é apenas um pedaço de papel, porque países vieram dos quatro cantos do mundo para concordar com este pedaço de papel", ressaltou Moussa, que disse que "a seriedade da situação no Iraque está acumulando perigo e o quanto antes ela for resolvida, melhor". |
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