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Atualizado às: 04 de maio, 2007 - 15h07 GMT (12h07 Brasília)
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Chanceler do Irã culpa EUA por violência no Iraque

O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki
O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, teria evitado encontrar Rice
O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, disse nesta sexta-feira que a "ocupação americana no Iraque é a razão do aumento da violência no país".

"Arrogância e uso da força têm sido os fundamentos da política daquele país na região e as conseqüências desta política unilateral são muito claras", afirmou Mottaki durante uma entrevista coletiva à imprensa, no último dia de uma conferência internacional sobre o Iraque, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

A coletiva foi concedida minutos após a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ter declarado, também em uma coletiva na mesma sala, que só não se encontrou com o ministro iraniano nos dois dias de conferência porque "não surgiu a oportunidade".

As afirmações foram feitas após dias de esforços de autoridades iraquianas e egípcias, realizados antes mesmo do início da conferência, por um encontro bilateral entre Rice e Mottaki.

Problemas de longa data

"Você pode perguntar a ele por que ele não fez nenhum esforço (por um encontro), mas eu não sou o tipo de pessoa que caça alguém", disse Rice, rindo, respondendo a uma jornalista que disse que a secretária deu a impressão de estar caçando o ministro iraniano nestes dois últimos dias.

O ministro iraniano não deu uma explicação direta sobre por que não se encontrou com Rice, mas ressaltou que um possível encontro não deveria ser "teatral e sim sólido e com conversas avançadas".

"Os problemas entre Estados Unidos e Irã precisam de um certo tempo para ser resolvidos. Estamos vendo sinais de alguma mudança na política, que mostram que as mulheres nos Estados Unidos são mais corajosas do que os homens", disse Mottaki.

"Até agora, no entanto, as declarações não se traduziram em prática."

Rice, por sua vez, disse que se o Irã estiver preparado para aceitar as exigências da comunidade internacional, "os Estados Unidos estão preparados para mudar as relações dos últimos 27 anos com o Irã".

O Conselho de Segurança da ONU exige que o Irã suspenda seu programa nuclear para retomar as negociações com o país sobre o assunto e suspender o embargo vigente desde o fim do ano passado.

Encontro de diplomatas

Condoleezza Rice
 Acho que (a conferência) foi uma oportunidade para as pessoas pensarem mais no que elas deveriam fazer em vez de pensarem no que os outros deveriam fazer
Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA

Apesar de Rice e Mottaki não terem se encontrado, a secretária americana ressaltou que representantes dos dois países se reuniram durante a conferência no Egito.

Segundo Rice, "eles falaram sobre o objetivo de fazer do Iraque um local mais seguro e sobre as responsabilidades de vizinhos e daqueles que estão ativos no Iraque de ajudar os iraquianos a terem segurança".

Já Mottaki ressaltou que "houve algumas discussões, mas isto não quer dizer que houve um encontro formal entre os dois países".

As conversas entre o embaixador americano no Iraque, Ryan Crocker, e o vice-primeiro-ministro do Irã, Abbas Araghchi, teriam durado poucos minutos.

Em relação aos esforços para estabilizar o Iraque, Rice e Mottaki concordaram em um ponto: os problemas no país têm efeitos negativos em todo o mundo, portanto, é necessário unir esforços para ajudar o governo iraquiano.

"Acreditamos que segurança no Iraque tem um impacto positivo em toda a região e vice-versa", disse o ministro iraniano, acrescentando que o Irã é um dos países que mais ajuda o governo iraquiano.

Porém, os Estados Unidos acusam o Irã de apoiar a insurgência no Iraque ao permitir a travessia de armas e militantes na fronteira entre os dois países.

Em relação às críticas feitas por Mottaki, Rice disse que muitos pontos de vista foram expressados durante esta conferência e que a maioria deles se concentrou no papel positivo que a comunidade internacional deve exercer no Iraque.

"A força multinacional está no Iraque apoiada por uma resolução da ONU e a pedido do governo iraquiano. Elas também estão ali ajudando a treinar forças iraquianas para ajudar o Iraque a se proteger sozinho. Os Estados Unidos são o país que mais quer que o Iraque consiga se defender."

A secretária de Estado americana ressaltou que um dos principais pontos positivos da conferência foi a oportunidade de conversar com os vizinhos do Iraque "e fazê-los entender que o país não precisa de nada que dificulte ainda mais a situação dos iraquianos".

"Acho que (a conferência) foi uma oportunidade para as pessoas pensarem mais no que elas deveriam fazer em vez de pensarem no que os outros deveriam fazer", afirmou Rice.

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