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Análise: Ataques dão 'ar de ficção' a retirada do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os atentados desta quarta-feira em Bagdá dão ao plano de que as tropas iraquianas assumam o controle sobre todo o país até o fim do ano um ar de ficção. As explosões ocorreram no mesmo dia em que o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, revelou o plano. Supostamente, este seria um dia em que o governo iraquiano deveria mostrar que está fazendo progresso para que as tropas estrangeiras que estão no país possam se retirar no futuro. A Grã-Bretanha formalmente transferiu aos iraquianos o controle sobre a província de Maysan, no sul do país. Trata-se da quarta das 18 províncias a passar, pelo menos nominalmente, ao controle iraquiano. Mas, dois meses depois do reforço americano no patrulhamento de Bagdá, é evidente que os militantes são ainda capazes de realizar ataques significativos e altamente letais. Ao mesmo tempo, o governo do primeiro-ministro Maliki, visto por muitos como fraco e ineficiente, não conseguiu evoluir muito rumo a seu objetivo, constantemente reiterado, de reconciliação nacional. Ainda que hesite em estabelecer uma data final para a saída das tropas estrangeiras que estão no Iraque, Maliki está ansioso para mostrar que a presença delas não deve ser por tempo indefinido. Mas o perigo é que, na ausência de progresso real, as transferências formais de poder não sejam mais do que gestos vazios. |
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