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Atualizado às: 13 de abril, 2007 - 06h58 GMT (03h58 Brasília)
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Parlamento iraquiano tem sessão especial para discutir atentado
Pessoas tentam sair do prédio do Parlamento iraquiano após a explosão
Oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas no atentado
O Parlamento iraquiano vai realizar uma sessão extraordinária nesta sexta-feira - normalmente um dia de descanso - para discutir o atentado suicida que matou oito pessoas, incluindo três deputados, na quinta-feira.

Foi aberto um inquérito para investigar como o suicida conseguiu burlar a segurança do prédio - localizado na chamada Zona Verde de Bagdá, uma das áreas mais protegidas do país, onde funciona também a embaixada americana.

O esquema de segurança no Parlamento inclui todas as precauções normais e até o uso de cães farejadores. Em algumas áreas, as pessoas são revistadas várias vezes em uma distância de metros.

O suicida conseguiu passar pela segurança e detonou os explosivos na cantina do Parlamento, que é freqüentada apenas pelos parlamentares iraquianos e seus assessores. O ataque deixou 23 pessoas feridas.

O presidente americano, George W. Bush, condenou o ataque e prometeu que os Estados Unidos irão ajudar o Iraque a se defender contra as ações de extremistas.

"(O episódio) nos lembra, no entanto, que há um inimigo querendo bombardear pessoas inocentes e um símbolo da democracia", disse Bush.

Teorias

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir, uma das teorias em investigação é a de que o suicida, que talvez estivesse usando um cinturão com explosivos, fosse guarda-costas de um membro do Parlamento.

Este foi o primeiro atentado dentro do Parlamento, embora o prédio já tenha sido alvo de tiros de morteiro.

Um porta-voz do governo iraquiano disse à agência de notícias Associated Press que uma empresa particular de segurança era a responsável pela segurança no prédio do Parlamento, mas que agora o Ministério do Interior assumiu a função.

Ao ser questionado sobre os padrões de segurança no prédio, um deputado disse ao programa da BBC World Today que alguns guarda-costas de parlamentares tinham permissão para passar pelos postos de controle sem ser revistados.

Segundo Muir, o ataque é um duro golpe no tão anunciado reforço na segurança de Bagdá, que está em seu terceiro mês. Essa ofensiva diminuiu o número de assassinatos decorrentes da violência sectária, mas não o número de ataques a bomba, conforme o correspondente da BBC.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, disse que o atentado foi "um ato criminoso covarde" e afirmou que o ataque não vai abalar a determinação dos legisladores.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, negou que o atentado seja um sinal de que o plano esteja fracassando.

"Nós já falamos que haverá dias bons e dias ruins no que diz respeito ao plano de segurança, mas os comandantes militares estão abraçando suas responsabilidades e trabalhando para que a população fique mais segura", disse.



Cena do ataqueAtaque em Bagdá
Parlamento é alvo de atentado.
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