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Série de ataques mata mais de 180 no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 180 pessoas foram mortas e cerca de 200 ficaram feridas nesta quarta-feira em uma série de seis ataques em Bagdá, capital do Iraque. Este foi o dia mais violento desde o início, há mais de dois meses, de uma operação de segurança liderada pelos Estados Unidos na cidade. No pior atentado, cerca de 140 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em um mercado de alimentos no distrito de Sadriya, uma área predominantemente xiita. Uma hora antes, um carro-bomba foi utilizado em um ataque suicida contra um posto de controle da polícia no distrito de Cidade Sadr e deixou pelo menos 35 mortos. Um outro carro-bomba explodiu e matou pelo menos 11 pessoas perto de um hospital no distrito de Karrada. Na região de Al-Shurja, a explosão de uma bomba em um microônibus deixou pelo menos dois mortos. Outros dois ataques em Bagdá deixaram diversos mortos e feridos. Ataques com suicidas e carros-bomba têm ocorrido quase que diariamente nos últimos meses em Bagdá, apesar da grande operação iniciada em fevereiro. Área xiita Os atentados desta terça-feira ocorreram em meio ao anúncio do primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, de que as forças iraquianas assumirão o controle da segurança no país até o fim do ano. A bomba no mercado de Sariya teria sido deixada em um carro estacionado e explodiu por volta das 16h (horário local, 8h, horário de Brasília) no meio de uma multidão de clientes e trabalhadores. O mercado estava sendo reconstruído depois de ter sido atingido por uma explosão em fevereiro, na qual mais de 130 pessoas morreram. A explosão desta quarta-feira iniciou um incêndio que atingiu carros e microônibus estacionados nas proximidades, queimando muitas pessoas e gerando uma coluna de fumaça que se elevava sobre Bagdá. Uma testemunha disse à agência de notícias Reuters que muitas das vítimas eram crianças e mulheres. Os ataques ocorrem enquanto autoridades de mais de 60 países participam de uma conferência da ONU em Genebra a respeito dos refugiados iraquianos. A ONU estima que mais de 50 mil pessoas fugiram da violência no Iraque a cada mês. |
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