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França vai às urnas em eleição imprevisível | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Franceses vão às urnas neste domingo em uma das eleições mais imprevisíveis das últimas décadas. Cerca de um terço dos cerca de 45 milhões de eleitores ainda não manifestou sua intenção de voto. Além disso, um milhão de novos eleitores franceses - grande parte vivendo fora da França, o que dificulta a avaliação de suas preferências - estão habilitados a participar do processo eleitoral. Os locais de votação abriram suas portas às 8h da manhã (3h da manhã em Brasília), para que os eleitores escolham quem disputará o segundo turno, marcado para o dia 6 de maio. Os franceses esperam dar início ao término das votações a partir das 18h de Paris (13h em Brasília), mas os maiores colégios eleitorais só encerram as atividades às 20h. O resultado definitivo deve ser anunciado ainda neste domingo, e promulgado oficialmente até o fim da tarde da quarta-feira, 25. Observadores aguardam o resultado das pesquisas de boca-de-urna, que começarão a ser divulgadas às 20h do horário parisiense, com a primeira indicação do veredicto das urnas, que permanece um enigma. Nova liderança Liderando as pesquisas, estão o candidato de centro-direita Nicolas Sarkozy, a socialista Segolène Royal, o centrista François Bayrou, e o candidato da extrema-direita, Jean-Marie Le Pen. Sarkozy, que ocupou o Ministério do Interior no governo do atual presidente, Jacques Chirac, chega ao dia D propondo reformas de mercado no sobrecarregado modelo de bem-estar social francês, o que ele chama de "ruptura" com o passado. A socialista Segolène Royal, que espera se tornar a primeira mulher presidente da França, propõe melhorar o sistema que já existe, tornando-o mais justo. François Bayrou afirma que criará um "governo de unidade nacional" que agregue visões de esquerda e direita. Jean-Marie Le Pen, o líder de 78 anos que esteve perto da Presidência nas últimas eleições, viu muitas de suas idéias em relação a patriotismo e imigração serem absorvidas pelos outros candidatos. Ele se diz confiante de chegar ao segundo turno novamente, como em 2002, quando o voto útil em Jacques Chirac o manteve fora do Palácio dos Campos Elíseos. A correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt diz que os franceses vão às urnas em um misto de temor e esperança. Muitos acreditam que a França necessita de reformas urgentes, sob uma nova liderança, após 12 anos de leve declínio econômico durante o governo de Jacques Chirac. Incógnita Entre a última eleição e esta, um milhão de novos eleitores se habilitaram a votar, o maior aumento em 25 anos. Muitos são jovens franceses que vivem no exterior, cujas intenções de votos são difíceis de avaliar. Esta grande parcela já fez sua escolha, porque a votação de franceses no exterior ocorre um dia antes do resto do país.
Cerca de 1,5 milhão de pessoas utilizarão pela primeira vez a urna eletrônica, criticada pelos socialistas e por outros partidos de oposição como suscetíveis a fraudes. Os primeiros a votar foram os franceses da pequena ilha de São Pedro e Miquelon, um território nas proximidades da costa atlântica canadense. Pela diferença de horário, os franceses em todo o continente americano votaram na seqüência. A decisão foi uma maneira de evitar que franceses nas Américas votassem influenciados pelas pesquisas de boca-de-urna divulgadas em Paris. "Hoje, tenho a impressão de que meu voto servirá de alguma coisa nos resultados finais", disse a eleitora Monique Lesmon, na ilha de Martinica. O especialista em diplomacia da BBC Jonathan Marcus diz que, independentemente de quem seja o vencedor, estas eleições serão mais importantes que as anteriores para os franceses que vivem no exterior. Segundo o especialista, esta mudança de interesses poderia levar a uma mudança de mentalidade entre esta geração e a anterior, e impulsionar um câmbio de prioridades na política externa francesa. |
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