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Atualizado às: 20 de abril, 2007 - 18h00 GMT (15h00 Brasília)
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Socialistas pedem 'voto útil' de indecisos na França

Partidários da candidata socialista Ségolène Royal
Pelo menos um terço dos eleitores franceses ainda está indeciso
A apenas dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais na França, no próximo domingo, o Partido Socialista lançou em seu site na internet uma grande operação em que incentiva os militantes a assediar os eleitores indecisos para convencê-los da necessidade do chamado "voto útil" a favor da candidata Ségolène Royal.

O voto "útil" entrou em evidência nas discussões políticas nos últimos dias e vários representantes socialistas têm defendido a necessidade de evitar o que ocorreu nas eleições presidenciais de 2002, quando o candidato da extrema-direita Jean-Marie Le Pen passou para o segundo turno, derrotando o socialista Lionel Jospin.

A partir da meia-noite desta sexta, horário de Paris, se encerra o período oficial de campanha e os sites e blogs oficiais dos candidatos também deverão cessar toda atividade.

"Faça campanha você mesmo", propõe o site do Partido Socialista aos seus militantes. "Envie torpedos, e-mails, dê telefonemas que farão a diferença."

Pelo menos um terço dos eleitores franceses ainda está indeciso.

Argumentos

Na página "Modo de utilização da campanha pessoal – Os Amigos de Ségolène Royal", os militantes são aconselhados a classificar os indecisos em algumas famílias de eleitores: os "filhos" da esquerda prestes a trair a causa, os simpatizantes frouxos, que toleram outras tendências, os hesitantes e os que estão convencidos da derrota.

Em função dessa classificação, o militante pode escolher na lista de opções os argumentos mais apropriados para convencer cada um desses tipos de eleitor.

A iniciativa de provocar um corpo-a-corpo com os eleitores indecisos mesmo após o encerramento da campanha oficial provocou uma reação violenta do candidato da direita, Nicolas Sarkozy, que lidera as pesquisas de opinião.

Em seu site, a porta-voz de Sarkozy divulgou uma espécie de manifesto "pela dignidade e respeito aos eleitores".

"O Partido Socialista e sua candidata devem parar de confundir mobilização com intimidação", diz o documento.

"Fantasma"

O "fantasma" das eleições de 2002 tem sido amplamente comentado pela imprensa francesa. O jornal Le Monde publicou em sua capa um editorial afirmando que "o 22 de abril de 2007 não pode, não deve parecer com o 21 de abril de 2002".

O jornal afirma que a oferta política disponível permite duas opções: a de Nicolas Sarkozy, candidato da direita, e a da esquerda representada por Ségolène Royal, segunda colocada no total de intenções de votos.

Ségolène Royal, candidata socialista à Presidência da França
Candidata socialista tem pedido que eleitores votem em massa

A socialista, que não tem garantias de que passará para o segundo turno, evita evocar explicitamente a necessidade do "voto útil", ou seja, para o único candidato com chances de vencer a direita. Ségolène tem nos últimos dias lançado apelos para que os eleitores votem em massa e de forma consciente.

"Preciso de uma dinâmica neste primeiro turno. Peço para que todos os eleitores de esquerda e também os que vão além da esquerda, mas com ideais republicanos e humanistas, votem no primeiro turno. O resultado do segundo turno dependerá muito do que ocorrer no primeiro", disse nesta sexta-feira a candidata.

Os candidatos da extrema-esquerda criticam os apelos ao voto útil dos socialistas.

Duas pesquisas foram divulgadas nesta sexta-feira. Em uma delas, do instituto TNS-Sofres para o jornal Le Figaro, Ségolène perde um ponto percentual e está com 24%. Nicolas Sarkozy registra 28%. O candidato de centro-direita, François Bayrou, aparece com 19,5% das intenções de voto e, Jean-Marie Le Pen, 14%.

Na outra pesquisa desta sexta-feira , do instituto CSA, divulgada pelo jornal Le Parisien, Nicolas Sarkozy se mantém estável e lidera com 27% . Ségolène Royal ganha um ponto percentual e registra 26%. Bayrou está com 17%, pouco acima de Le Pen, que tem 16% das intenções de voto.

O candidato de centro-direita François Bayrou, que propõe um governo de união nacional, também tem lançado apelos para o voto útil a seu favor. Ele afirma ser o único com chances de vencer Nicolas Sarkozy, que representa uma linha mais dura da direita, no segundo turno.

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