BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de abril, 2007 - 23h00 GMT (20h00 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Pilotos se negam a obedecer governo na Argentina

Avião
Ministério da Defesa da Argentina havia determinado intervalos menores em decolagens
Uma associação de pilotos da Argentina anunciou nesta quarta-feira que, “para evitar acidentes”, os seus membros vão manter um prazo de dez minutos entre as decolagens e aterrisagens dos aviões.

Com a decisão, os pilotos contrariam determinação do Ministério da Defesa e da Aeronática, que havia recomendado intervalos de cinco minutos para evitar atrasos no feriado da Semana Santa.

“Isso é degradar ainda mais a segurança aérea. Como a Força Aérea não adotou a medida que deveria, nós é que vamos preservar nossas vidas e a dos passageiros”, disse o presidente da Associação dos Pilotos das Linhas Aéreas (APLA), Jorge Pérez Tamayo.

Segundo os principais jornais online argentinos, a Força Aérea garantiu que a segurança está mantida, apesar de o principal radar do país continuar fora do ar e o controle aéreo estar sendo feito manualmente.

“É uma loucura o que está acontecendo: um radar continua fora de serviço e decidiram reduzir o tempo para cinco minutos”, completou Tamayo.

Agressões

Pouco depois da decisão dos pilotos, aeroviários que trabalham no atendimento ao público e no setor de cargas anunciaram uma greve de 24 horas, a partir das 6h desta quinta-feira.

Ao saber da notícia, o Ministério do Trabalho interveio, e a paralisação foi temporariamente suspensa.

A Associação do Pessoal Aeronáutico (APA) argumentou que o protesto seria realizado contra as “agressões e até violência física, cada vez mais constantes”, dos passageiros, irritados com os atrasos dos vôos.

A APA reúne, principalmente, trabalhadores da Aerolineas Argentinas e da Austral, as principais companhias aéreas do país.

“Não podemos tolerar mais as agressões dos passageiros que atacam os trabalhadores, que não são os responsáveis pelos problemas das companhias aéreas e pela falta de funcionamento do radar”, disse Edgardo Llano, da APA.

No mês passado, o presidente Nestor Kirchner anunciou que alugará radares e decretou a “desmilitarização” do setor aéreo, mas os efeitos dos anúncios ainda não foram percebidos, segundo pilotos e outros trabalhadores do ramo.

Avião decola no aeroporto de Congonhas, em São PauloAviação
Crise deve afetar lucros de empresas na América Latina.
Aeroporto de CongonhasAeroportos
Sem investimento, crise pode piorar, diz órgão mundial.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Governo faz acordo com controladores de vôo
31 de março, 2007 | Notícias
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade