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Atualizado às: 16 de março, 2007 - 12h21 GMT (09h21 Brasília)
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Decreto na Argentina tira controle aéreo de militares

Kirchner durante discurso na Casa Rosada. Foto Arquivo
Com o decreto de Kirchner, controle de vôos passa da Força Aérea para setor civil
O presidente argentino Nestor Kirchner criou, por decreto, a Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) que passará a controlar os vôos do país.

Com o decreto, Kirchner transfere da Força Aérea para o setor civil o controle dos vôos nacionais e internacionais.

A decisão foi anunciada na noite de quinta-feira, após um dia tenso marcado pela greve de pilotos da companhia aérea Austral, a suspensão de seus treze vôos do dia, e a ameaça de greve geral de pilotos de diferentes empresas.

O protesto, argumentaram, foi contra a falta de segurança aérea no sistema de radar de um dos principais aeroportos da Argentina – o Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, destinado aos vôos nacionais e ao Uruguai.

Recentemente, problemas no radar também provocaram atrasos de horas nas saídas no aeroporto internacional de Ezeiza, na mesma capital do país.

Radares

Na quinta-feira, após sucessivos desmentidos de assessores da Força Aérea, sobre a falta de segurança gerada pelas condições dos radares, Kirchner criou a ANAC (curiosamente a mesma sigla da Agência Nacional de Aviação Civil, do Brasil).

Numa entrevista coletiva, na Casa Rosada (sede da presidência da República), a ministra da Defesa, Nilda Garré, negou que exista insegurança nos ares argentinos.

"Essas acusações são infundadas e se tivesse algum problema com os radares admitiríamos e os vôos seriam operados manualmente", afirmou a ministra.

Ela informou que será definido um cronograma para a transferência das funções da Força Aérea para a ANAC, que terá uma estrutura própria e será ligada à Secretaria de Transportes (equivalente ao Ministério dos Transportes).

Após o anúncio, pilotos e outros trabalhadores que cruzaram os braços durante o dia voltaram ao trabalho e os vôos da Austral eram remarcados para esta sexta-feira.

Pouco antes, pilotos que lideram os sindicatos do setor insistiam que há motivos para se preocupar. "É mentira que a situação seja normal. O principal radar (do Aeroparque) está fora de serviço e o reserva não é confiável", disse o secretário geral da Associação de Pilotos das Linhas Aéreas (APLA).

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