|
Promotor vê uso político de 'quebra de hierarquia' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O promotor público militar João Rodrigues Arruda, coordenador acadêmico do Centro de Estudos de Direito Militar (Cesdim), diz que não houve quebra de hierarquia na negociação direta entre a Presidência e os controladores de vôo, na sexta-feira, para que eles interrompessem a greve, e vê uso político na defesa da tese. “Uso político é a versão que os militares querem dar para a questão. Que o presidente desautorizou os chefes militares. Isso é usar as Forças Armadas politicamente para desestabilizar o governo, o presidente da República”, analisa o militar da reserva. Arruda é autor do livro O Uso Político das Forças Armadas e diz que não considera que houve uso político por parte da Presidência no episódio. “Eu acho um pouco precipitado falar em quebra de hierarquia. Quem deu a ordem para não prender foi o presidente. O presidente é o comandante-em-chefe das Forças Armadas. Está dentro do normal”, afirmou Arruda à BBC Brasil. “É muito comum nas Forças Armadas quando o comandante de uma determinada unidade não tem a solução para o problema, levar o assunto para o comandante dele. Neste caso, o presidente da República, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, resolveu a questão do modo que ele achou melhor”, diz. Para Arruda, também não importa que o emissário tenho sido um ministro civil, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Do mesmo jeito que ele (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva) toma a decisão no Ministério do Planejamento, no Ministério da Fazenda, no Ministério da Saúde, tomou no Ministério da Defesa”, diz Arruda. O especialista também discorda das críticas aos sargentos - que organizaram a greve dos controladores de vôo na última sexta-feira - e vão ser investigados pelo Ministério Público Militar e podem ser processados por motim. “Eu diria que a disciplina está em perigo no momento em que os oficiais da ativa começam a criticar o presidente da República. Deveriam ser processados por isso, porque não pode fazer crítica ao presidente da República. Fazer crítica a boca pequena como estão fazendo, é covardia." Ele diz que os comandantes também poderiam ser enquadrados no Código Penal Militar, que considera crime a “omissão de eficiência”. Historicamente, diz Arruda, o tratamento do que é considerado insubordinação depende da patente de quem pratica a violação. “Toda vez que os militares fazem algum movimento o tratamento é diferente: se for sargento, Código Penal em cima, se forem oficiais, anistia e volta tudo ao normal”, afirma. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Crise aérea não afetará turismo no Brasil, diz entidade02 abril, 2007 | BBC Report Lula se impôs sobre militares em negociação aérea, diz 'El País'02 abril, 2007 | BBC Report Lula quer 'solução final' de crise aérea até terça-feira31 março, 2007 | BBC Report Governo faz acordo com controladores de vôo31 de março, 2007 | Notícias Governo negocia com controladores de vôo31 de março, 2007 | Notícias Infraero confirma suspensão de decolagens no país31 de março, 2007 | Notícias Decreto na Argentina tira controle aéreo de militares16 março, 2007 | BBC Report Sistema aéreo argentino está quebrado, diz Kirchner16 março, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||