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Atualizado às: 16 de março, 2007 - 21h05 GMT (18h05 Brasília)
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Sistema aéreo argentino está quebrado, diz Kirchner

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner (foto: arquivo)
Kirchner diz que governo avança para recuperar o sistema
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse nesta sexta-feira que o sistema aéreo de seu país está "quebrado" e que o governo está "avançando para recuperar" a estrutura aérea argentina.

Em um discurso no sul do país, Kirchner confirmou a compra de quinze radares russos e anunciou o aluguel de outros dois até que a situação se normalize nos principais aeroportos do país – como o aeroparque Jorge Newbery, de Buenos Aires, que realiza vôos nacionais e para o Uruguai.

"Faço isso para que não fiquem dúvidas e para que os argentinos estejam seguros", disse.

Na quinta-feira, Kirchner transferiu o controle aéreo da Força Aérea para o setor civil, com a criação da ANAC (Administração Nacional de Aviação Civil).

Tensão

A medida foi tomada após uma jornada tensa, com uma greve parcial de pilotos que provocou a suspensão de 13 vôos da companhia aérea Austral.

Os pilotos disseram que o protesto foi contra a falta de segurança, principalmente no aeroparque, onde dizem que um radar reserva é usado para orientar os aviões.

Nesta sexta-feira, os vôos voltaram a registrar atrasos em diferentes aeroportos, entre eles o aeroparque e o aeroporto internacional de Ezeiza, também em Buenos Aires.

A Argentina possui 400 aeroportos em seu território e cerca de cinco radares instalados em cinco cidades do país (Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Paraná e Mendoza).

Quase choque

A situação aérea argentina voltou a ser alvo de críticas dos pilotos, controladores aéreos e até das empresas depois que um raio atingiu há cerca de 15 dias o sistema de radares.

Nesta sexta-feira, o jornal Clarín divulgou a transcrição de um diálogo entre a torre de controle e pilotos de dois aviões que quase se chocaram no ar.

Os dados que envolveriam um avião da companhia aérea boliviana Aerosur e um jato particular serão entregues à Justiça argentina.

"Voar na Argentina passou a ser uma aventura", escreveu o jornalista Jorge Rosales, do jornal La Nación. "Os vôos não são apenas cancelados ou remarcados, mas os aviões que estão no ar aparecem e desaparecem, de repente, da tela dos radares."

Ainda segundo Rosales, problemas nos radares e outros equipamentos e a falta de investimentos nas duas principais companhias aéreas do país, Aerolíneas Argentinas e Austral, contribuem para agravar a crise que se arrasta pelo menos desde a queda de um avião em 1999, próximo ao aeroparque.

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