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Malvinas sempre serão argentinas, diz vice-presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente da Argentina, Daniel Scioli, disse nesta segunda-feira, durante evento em memória dos 25 da Guerra das Malvinas, que as ilhas (chamadas de Falklands pelos britânicos) "são, sempre foram e serão argentinas". No seu discurso na cidade de Ushuaia (extremo sul da Argentina), Scioli afirmou também que nem a guerra nem o tempo vão mudar o que disse ser a "realidade". Em 1982, mais de 600 argentinos e 200 britânicos morreram nos mais de 70 dias de batalha nas ilhas reivindicadas pelos argentinos, mas que continuam pertencendo à Grã-Bretanha. Outros cerca de 350 veteranos argentinos se suicidaram ou morreram depois de desenvolverem depressão nos últimos anos. Ainda assim, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Belgrano, 70% dos argentinos acreditam que vale a pena continuar reivindicando a soberania sobre as ilhas. Sem Kirchner Em Ushuaia, Scioli falou em nome do presidente Néstor Kirchner, que preferiu não comparecer ao encontro. Não foram divulgadas explicações oficiais para a ausência, apesar de Kirchner já ter dito, em diferentes discursos, que a Argentina "não desistirá" de lutar, pela via diplomática, pela "soberania" do território. Desde a semana passada, os principais jornais argentinos, como o Clarín e o La Nación, informavam que Kirchner poderia desistir de participar da cerimônia oficial, depois de saber que seriam realizados protestos de servidores públicos, pedindo aumento salarial. Além da cerimônia em Ushuaia, manifestações foram organizadas em diferentes locais da Argentina, incluindo a Praça de Maio, em frente à Casa Rosada (sede da Presidência da República), no centro de Buenos Aires. Firmeza
Na madrugada desta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Jorge Taiana, participou da tradicional vigília em homenagem aos mortos na guerra de 1982, na cidade de Rio Grande, também no extremo sul da Argentina. Taiana disse que o governo argentino está decidido a "buscar com maior firmeza" a soberania sobre as ilhas. "Estamos tomando várias medidas ao mesmo tempo, e uma delas é recordar ao mundo que os ingleses não estão cumprindo sua parte", disse, referindo-se a uma suposta falta de "disposição" do governo britânico para um diálogo "verdadeiro" sobre as ilhas. Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Jorge Arguello, os britânicos praticam há 174 anos a "usurpação do arquipélago" e estão há "25 anos se negando a discutir a soberania argentina". "Para bailar, precisamos de dois. Como os ingleses não aceitam dançar, nossa reclamação é feita através dos organismos multilaterais, como a ONU", afirmou. |
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