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Livro revela ajuda do Chile à Grã-Bretanha nas Malvinas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um livro que será lançado em breve vai revelar que o governo do Chile forneceu informações secretas militares para ajudar a Grã-Bretanha durante a Guerra das Malvinas (que são conhecidas como Falklands pela Grã-Bretanha), em 1982. O lançamento do livro pode iniciar uma disputa diplomática entre Chile e Argentina devido à possível aliança secreta do Chile com a Grã-Bretanha. O presidente chileno Ricardo Lagos enviou partes do livro para o Ministério do Exterior argentino. Segundo o livro, The Official History of the Falkland War (ou A História Oficial da Guerra das Falklands, em tradução livre), o Chile teria fornecido informações secretas em troca de aeronaves militares vendidas pela metade do preço. Acordo A obra detalha o acordo entre os governos da então primeira-ministra britânica, Margareth Thatcher, e o general Augusto Pinochet. Trechos do livro afirmam que "militares chilenos forneceram informações importantes a respeito da movimentação das forças argentinas além de outro tipo de assistência. Em troca, puderam comprar aeronaves militares pela metade do preço". O presidente Ricardo Lagos afirmou que recebeu uma carta e trechos do livro enviados pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair. Lagos teria respondido à carta de Blair e enviado trechos do livro para a Argentina. O Chile era oficialmente neutro durante o conflito em 1982 e, assim como a Argentina, vivia sob um governo militar. A aliança entre o Chile e a Grã-Bretanha permaneceu secreta, segundo o correspondente da BBC no Chile, Clinton Porteous, pois o governo Thatcher não queria ser publicamente associado a um governo militar conhecido por seus abusos dos direitos humanos. Depois de deixar o governo britânico, Thatcher admitiu que o general Pinochet ajudou a salvar muitas vidas de britânicos durante o conflito,. A operação para retomar as ilhas, que ocorreu logo depois da invasão da Argentina em abril de 1982, levou à morte de 255 britânicos e 655 argentinos. |
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