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Na Guatemala, Bush discute imigração e narcotráfico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Imigração e tráfico de drogas foram os temas dominantes da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à Guatemala, na penúltima escala de seu roteiro pela América Latina. Em encontro com o presidente guatemalteco, Óscar Berger, Bush afirmou que espera conseguir que o Congresso americano aprove nos próximos meses reformas na política de imigração, inclusive um programa de trabalho temporário, para que mais imigrantes possam trabalhar legalmente nos EUA. "Eu disse ao presidente (Berger), me parece que temos de conseguir que isso (a aprovação) seja feito até agosto, eu espero", disse Bush em uma coletiva de imprensa logo após a reunião. "Nós não acreditamos em prazos. Mas eu acredito em pressionar e em trabalhar em conjunto com democratas e republicanos para que isso seja feito." No entanto, Bush afirmou que a deportação de imigrantes ilegais - uma questão polêmica na Guatemala, já que centenas de milhares de guatemaltecos vivem ilegalmente nos EUA - será mantida. "O povo guatemalteco preferia uma resposta mais clara e positiva: o fim das deportações", disse o presidente Berger. Nos últimos 14 meses, 21 mil guatemaltecos foram detidos e deportados nos EUA. Narcotráfico Bush também prometeu lutar ao lado da Guatemala no combate à corrupção e ao tráfico de drogas. "O narcotráfico é muito sério para o nosso país, porque a maioria das drogas acaba em nosso território", disse Bush. O presidente americano afirmou que a melhor maneira de obter avanços no combate ao tráfico de drogas é uma maior colaboração entre a América Central, o México e os Estados Unidos. Os dois presidentes discutiram ainda o recente aumento na violência na Guatemala. Protestos Assim como nos outros países de seu roteiro latino-americano, Bush enfrentou protestos em sua visita de um dia à Guatemala. Enquanto Bush chegava ao Palácio de Cutura, na Cidade da Guatemala, centenas de manifestantes, principalmente representantes de grupos estudantis, sindicatos de trabalhadores e comunidades indígenas, protestavam a poucos metros de distância. Houve confrontos entre manifestantes e a polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão. Nesta segunda-feira, o presidente americano e a primeira-dama, Laura Bush, foram levados por Berger para Santa Cruz Balanya, cidade habitada por cerca de 10 mil indígenas, onde o casal visitou um centro médico militar americano. Bush também visitou uma cooperativa agrícola maia - onde conversou com agricultores sobre os benefícios do livre comércio - e as ruínas de Iximche, que foi a capital do povo maia Kaqchikel antes da conquista espanhola em 1524. Indignados com a visita de Bush, líderes maias fizeram um protesto e disseram que vão realizar uma cerimônia especial de "purificação" nas ruínas de Iximche depois da passagem do presidente americano. Na noite desta segunda-feira, Bush chegou ao México, última parada de seu roteiro pela América Latina. Chávez Enquanto Bush chegava ao México, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, iniciava sua visita ao Haiti. Chávez realiza uma turnê paralela pela América Latina, visitando países deixados de fora do roteiro do presidente americano e protestando contra o que ele considera a interferência do "império americano". Antes de chegar ao Haiti, o presidente venezuelano fez uma breve visita à Jamaica, onde se encontrou com a primeira-ministra, Portia Simpson Miller. No Haiti, Chávez foi recebido pelo presidente René Préval e por uma multidão de apoiadores. Em seu roteiro latino-americano, Chávez já visitou a Argentina, a Bolívia e a Nicarágua. |
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