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Atualizado às: 12 de março, 2007 - 18h56 GMT (15h56 Brasília)
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Na Guatemala, Bush enfrenta protestos por política de imigração
Milhares de pessoas pretendem chegar até o palácio presidencial, onde Bush deverá se encontrar com Berger.
Protestos têm acompanhado Bush na sua viagem pela América Latina
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve enfrentar cobranças pela política de imigração americana na Guatemala, quarta e penúltima escala da sua viagem pela América Latina.

O tema não só é a principal queixa dos milhares de manifestantes que se concentraram na Cidade da Guatemala, capital do país, para protestar contra a visita como é motivo de pressões do Congresso sobre o presidente guatemalteco, Oscar Berger.

Em carta ao presidente, os parlamentares pedem que Berger use o encontro com Bush, que desembarcou no país no domingo, para suspender imediatamente "a perseguição e a deportação" dos cidadãos guatemaltecos que vivem nos Estados Unidos.

Estima-se que 60% dos guatemaltecos que vivem nos Estados Unidos estejam em situação ilegal. Apenas em 2006, 18,3 mil cidadãos do país foram deportados.

Purificação

Nesta segunda-feira, Bush e a primeira-dama Laura Bush foram levados pelo presidente guatemalteco, Oscar Berger, para conhecer Santa Cruz Balanya, uma cidade de 10 mil indígenas, onde o casal visitou um centro médico militar americano.

Em seguida, Bush visitou uma empacotadora de verduras que recebe ajuda americana e se beneficia do acordo de livre comércio firmado entre Estados Unidos e a América Central. O presidente quer aprovar acordos semelhantes com Colômbia, Panamá e Peru.

Durante a sua passagem pelo país, Bush também deve visitar as ruínas maias de Iximche, a 80 quilômetros a oeste da capital do país, Cidade da Guatemala.

Indignados com a visita, líderes maias já disseram que, depois que ele passar por lá, vão realizar uma cerimônia especial de "purificação" nas ruínas do que foi a capital do povo maia Kaqchikel antes da conquista espanhola em 1524.

Enquanto Bush chegava à Guatemala, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, dava continuidade à sua viagem paralela. Depois de passar por Argentina, Bolívia e Nicarágua, o venezuelano viajou no domingo para o Haiti.

Muitos analistas acreditam que o giro de Bush pela América Latina, que consideram ter sido preterida na sua política externa, tem como objetivo principal justamente conter a influência de Chávez na região.

Após a visita à Guatemala, Bush segue para o México na última etapa de seu giro pela América Latina.

Protestos

Os protestos têm acompanhado Bush em todos paises que visitou até agora na região: Brasil, Uruguai e Colômbia. No caso da Guatemala, eles são principalmente voltados contra a política de imigração, que, segundo o "Bloco antiimperialista", organização que convocou as manifestações contra o presidente americano, "penaliza e criminaliza a imigração dos pobres do mundo".

Depois de manifestações realizadas no domingo, milhares de pessoas - principalmente indígenas, estudantes e trabalhadores sindicalizados - reunidas na Cidade de Guatemala pretendem chegar até o palácio presidencial, onde Bush se encontrará com Berger.

A julgar pelo forte esquema de segurança que tem acompanhado Bush no seu giro pela região, no entanto, dificilmente os manifestantes conseguirão chegar perto do palácio.

Apesar dos protestos, Bush tem insistido na sua mensagem de que os Estados Unidos se preocupam com a situação social da América Latina.

"É muito importante que o povo da América do Sul e da América Central saiba que os Estados Unidos se importam profundamente com a condição humana e que boa parte da nossa ajuda está voltada para ajudar as pessoas a concretizar o seu potencial dado por Deus", disse Bush, durante a viagem, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

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