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Blair defende decisão de arquivar inquérito sobre armas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, defendeu nesta sexta-feira a decisão de uma comissão de inquérito de arquivar acusações de corrupção em um acordo de vendas de armas da empresa britânica BAE Systems para a Arábia Saudita, assinado em 1986. O juiz que presidia o inquérito de dois anos decidiu o arquivamento nesta quinta-feira, alegando motivos de segurança nacional e afirmando que a Grã-Bretanha correria riscos se a investigação continuasse. Blair disse que a continuidade do inquérito poderia prejudicar as relações da Grã-Bretanha com os sauditas, considerados aliados importantes no Oriente Médio. “Nossa relação com a Arábia Saudita tem importância vital em termos de contra-terrorismo, no contexto amplo do Oriente Médio, para ajudar Israel e os palestinos. Esse interesse estratégico vem em primeiro lugar”, disse o premiê britânico. Ele acrescentou que o inquérito levaria a meses ou anos de "animosidade entre nós e um parceiro-chave e aliado, e provavelmente sem nenhum sentido", e disse que esva certo de que a decisão correta havia sido tomada. Outro inquérito Na quinta-feira, o premiê foi interrogado durante duas horas pela polícia britânica em um outro inquérito que analisa a concessão de títulos de nobreza a doadores ao seu partido, o Trabalhista. O interrogatório e o fim do inquérito sobre a venda de armas ocorreram num dia em que os noticiários britânicos estavam voltados para o anúncio do fim de uma investigação de nove anos sobre a morte da princesa Diana. Nas capas dos principais jornais britânicos nesta sexta-feira, os problemas para Blair disputam espaço com a notícia do fim do inquérito sobre a princesa. Em sua principal manchete nesta sexta-feira, o jornal The Daily Telegraph observa que Blair foi interrogado “em um dia muito bom para enterrar más notícias”. O Telegraph observa que Blair pode não ter sofrido “o ultraje de ser preso (…), nem foi questionado como acusado”, mas “deverá deixar o cargo no próximo ano com uma mancha no currículo por ser o único premiê em exercício interrogado pela polícia em uma investigação criminal”. Manchas O diário The Guardian, em seu editorial desta sexta-feira sobre o tema, diz que o interrogatório em Downing Street e o fim do inquérito sobre a venda de armas aos sauditas deixarão “marcas em Blair que sobreviverão qualquer tentativa de limpá-las”. Eles são uma séria contribuição ao ar de práticas evasivas e surradas que já envolveu este governo e que ameaça se tornar o legado de Blair ao seu sucessor”. Blair anunciou em setembro que deixaria o cargo até setembro do ano que vem, mas as recentes acusações já levam alguns analistas britânicos a prever uma saída ainda no início de 2007. O premiê também tem sofrido pressões da ala do Partido Trabalhista ligada ao ministro das Finanças, Gordon Brown, seu possível sucessor no cargo, além de ver o rival Partido Conservador crescer na preferência popular nas pesquisas de opinião pública. |
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