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Tony Blair confirma que sai dentro de 12 meses | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, confirmou nesta quinta-feira que vai deixar o cargo dentro de 12 meses, depois de uma semana de intensa movimentação política dentro do seu Partido, o Trabalhista. Blair, contudo, rejeitou pedidos de ex-aliados políticos para antecipar sua saída. "Eu não vou marcar uma data precisa agora. Eu não acho que isso é certo", afirmou o premiê, dizendo que fará esse anúncio no futuro, de acordo com "os interesses do país". "A próxima convenção do partido, em umas duas semanas, será a minha última convenção como líder do partido." Rival político O primeiro-ministro britânico fez suas declarações após visita a uma escola na zona norte da capital, Londres. "A primeira coisa que eu gostaria de fazer é, na verdade, pedir desculpas em nome do Partido Trabalhista pela semana passada (....), com tudo o que vem acontecendo aqui e no mundo, não tem sido o nosso melhor momento." Blair admitiu que preferiria ter anunciado da sua própria maneira hora e data da partida, mas indicou que sentiu a pressão dos colegas no governo. "Eu acho que o que é importante agora é que nós entendamos que são os interesses do país que vem primeiro e superar (isso)." Pouco antes de Blair se pronunciar, o ministro das Finanças, Gordon Brown - o nome mais cotado para substituí-lo como líder do Partido Trabalhista e como premiê -, rompeu o silêncio sobre a crise de liderança dos trabalhistas e disse que o primeiro-ministro é quem deve decidir quando deixa o cargo e que vai "apoiá-lo nas decisões que tomar". Brown ressaltou, contudo, que a hora de transferir o poder não deve ser por "acertos privados", mas de acordo com os intereses do Partido Trabalhista e do país. Imprensa A imprensa britânica especulou nesta quinta-feira que Brown poderia estar por trás da rebelião que levou à renúncia do ministro-adjunto de Defesa, Tom Watson, e seis integrantes do alto escalão. Na quarta-feira, Blair e Gordon Brown tiveram um encontro tenso, segundo a imprensa britânica. Partidários de Brown têm demonstrado o desejo de que Blair deixe o cargo no final de março, antes das eleições locais e na Escócia e País de Gales. O editor de política da BBC Nick Robinson disse que Blair deve definir uma data exata para sua saída apenas no ano que vem. Ele poderia renunciar à liderança do Partido Trabalhista em maio, com um novo primeiro-ministro assumindo em junho. Mas, segundo o editor da BBC, esse cronograma é provisório e pode mudar. Renúncias Na quarta-feira, oito integrantes do governo da Grã-Bretanha renunciaram aos seus cargos, pedindo uma definição da data ao primeiro-ministro. Blair já havia anunciado que deixaria o governo antes das próximas eleições gerais na Grã-Bretanha, previstas provavelmente para 2010. Mas, em meio à queda de sua popularidade e divergências políticas, vários membros do seu próprio partido querem que ele renuncie ao posto mais cedo. Pouco antes das últimas eleições, em 2005, Tony Blair disse que iria cumprir seu terceiro mandato até o próximo pleito, mas não iria concorrer uma quarta vez. |
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