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Bush e Blair defendem força multinacional no Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defenderam nesta sexta-feira o envio de uma força multinacional ao Líbano para conter a violência no Oriente Médio. O anúncio foi feito após uma reunião fechada dos dois chefes de Estado em Washington. Bush afirmou que as prioridades são o envio imediato de ajuda humanitária ao Líbano, o fim da violência, a volta dos que tiveram que deixar suas cidades por causa da crise e apoio para a reconstrução do país. O presidente americano anunciou ainda que a Secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, retornará no sábado ao Oriente Médio para continuar os esforços diplomáticos para conter a violência. Ela visitará Israel e Líbano. George Bush disse também que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai se encontrar na próxima semana para discutir uma resolução sobre o assunto. De acordo com o correspondente da BBC em Washington James Coomerasamy, a posição dos dois chefes de Estado parece não ter mudado - em vez de pedir um cessar-fogo, Bush e Blair pediram que diversas medidas sejam tomadas para possibilitar o fim das hostilidades entre Israel e o grupo xiita Hezbollah. "Este é um momento de intenso conflito no Oriente Médio. Ainda assim, nosso objetivo é transformá-lo numa oportunidade para mudanças mais amplas na região", disse o presidente americano. Enquanto Bush falava a jornalistas, o coordenador de Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Jan Egeland, pediu uma trégüa de 72 horas na zona de conflito no sul do Líbano para permitir que civis sejam retirados da região e que comida e água sejam levadas para a população. Ligação com o Irã A composição da força multinacional será discutida a partir de segunda-feira, afirmou Bush. A estratégia é fortalecer o governo do Líbano no combate ao grupo militante xiita Hezbollah. Bush condenou os ataques do Hezbollah contra Israel e acusou o grupo de receber apoio do governo iraniano. O presidente americano mandou recados diretos para Síria e Irã. Ao Irã, Bush disse que o governo deve "abandonar suas pretensões nucleares". Para a Síria, ele disse que o país deve se engajar no esforço pela paz. Os dois chefes de Estado disseram que pretendem reforçar na ONU a Resolução 1559, de 2004, que condena as milícias armadas no Oriente Médio. "Blair e eu continuamos comprometidos com uma visão de dois Estados democráticos", afirmou Bush. "Israel e Palestina convivendo lado a lado, em paz. Assegurar essa visão é a vontade de Israel, dos palestinos e de muitos outros na região e no mundo." Antes da entrevista coletiva, Bush perguntou se os microfones estavam ligados, provocando risos entre os jornalistas. Na semana passada, uma conversa informal entre Blair e Bush foi captada por microfones durante a reunião de líderes do G8, em São Petersburgo. |
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