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Ministros de Blair depõem sobre empréstimos de campanha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos dois ministros do governo britânico foram interrogados pela polícia, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo os três principais partidos políticos do país. Os partidos Trabalhista, Conservador e Liberal Democrata são suspeitos de concederem títulos de nobreza a empresários em troca por empréstimos para as campanhas eleitorais de 2005. Os ministros da Ciência, Lorde Sainsbury, e do Comércio, Ian McCartney, foram ouvidos pela Scotland Yard, a polícia de Londres. Ambos os depoimentos foram concedidos espontaneamente, sem ordem judicial. O Lorde Sainsbury é um milionário do ramo de supermercados e um dos maiores doadores do Partido Trabalhista. Nas últimas eleições, ele doou dois milhões de libras para a campanha (cerca de R$ 8 milhões). McCartney era o líder do Partido Trabalhista antes das eleições e assinava os formulários que recomendavam a concessão de títulos de nobreza. Na época, porém, ele estava hospitalizado. O caso As investigações começaram com acusações de que Tony Blair teria vendido títulos de nobreza a quatro empresários em troca de doações de 4,5 milhões de libras (R$ 18 milhões) ao Partido Trabalhista. As suspeitas foram levantadas depois que a comissão independente que aprova a concessão de títulos de nobreza detectou irregularidades entre alguns nomeados. A Scotland Yard começou a investigar o caso. A venda de títulos de nobreza é proibida no Reino Unido desde 1925. Os trabalhistas confessaram terem pegado 14 milhões de libras (R$ 56 milhões) em empréstimos secretos. O Partido Conservador admitiu ter recebido crédito de 16 milhões de libras (R$ 64 milhões) de 13 empresários e os Liberais Democratas disseram que devem 850 mil libras a três credores. Nenhum partido admite, no entanto, ter recebido dinheiro por títulos de nobreza. Tony Blair disse que ele e o secretário-geral do partido sabiam dos empréstimos secretos, mas que o tesoureiro dos trabalhistas, Jack Dromey, e outros políticos não foram informados. Suspeita-se que os empréstimos foram obtidos por Lord Levy, o principal arrecadador da campanha e amigo próximo do primeiro-ministro. Levy chegou a ser detido esta semana para interrogatório da polícia. Ele negou as acusações. Até agora todos os envolvidos negam as acusações e ninguém foi formalmente acusado. Blair Uma das promessas de campanha de Blair foi justamente o combate à corrupção na política britânica. Nesta sexta-feira, Blair se recusou a comentar a investigação policial, após um encontro com o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper. Ele disse que seu trabalho na conferência do G8, que será realizada na Rússia neste final de semana, não será afetado pelo caso. Especula-se que Tony Blair possa ser chamado pela Scotland Yard para prestar depoimento. Na quinta-feira, o diretor da comissão da Casa dos Comuns que acompanha as investigações da Scotland Yard, Tony Wright, disse que a polícia "não vai deixar de interrogar ninguém". O porta-voz do primeiro-ministro disse na sexta-feira que Blair não foi chamado a depor. A porta-voz do Partido Trabalhista disse que todos os ministros vão cooperar nas investigações. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Homenagem a policial britânico causa controvérsia 17 de junho, 2006 | Notícias Blair manifesta apoio à polícia em polêmica ação antiterror14 de junho, 2006 | Notícias Brasil reclama de gafe de Blair, diz jornal01 de junho, 2006 | Notícias Blair defende fortalecimento da ONU 26 de maio, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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