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Atualizado às: 14 de junho, 2006 - 23h07 GMT (20h07 Brasília)
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Blair manifesta apoio à polícia em polêmica ação antiterror
Tony Blair
Blair manifestou '101%' de apoio à polícia
O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse à polícia antiterror do país nesta quarta-feira que não "se iniba" depois de controvérsia provocada por uma operação de busca e prisão em Londres.

Cerca de 250 policiais participaram de uma operação no dia 2 de junho em uma casa no bairro londrino de Forest Gate, organizada depois do recebimento de informações de inteligência de que uma bomba que espalharia produtos químicos no ambiente estava sendo preparada no recinto.

Mohammad Abdulkahar, de 23 anos, acabou baleado e foi preso, juntamente com o irmão, Abul Koyar, de 20. A polícia não encontrou nenhum indício da suposta bomba nem do envolvimento dos dois em qualquer atividade criminosa.

Os irmãos foram libertados e há notícia de que poderão processar a polícia. Cerca de 300 pessoas, principalmente da comunidade muçulmana, à qual pertencem os detidos, realizaram uma manifestação diante da sede da Polícia Metropolitana no centro de Londres para protestar contra o que consideraram truculência das táticas policiais.

O caso foi comparado ao do brasileiro Jean Charles de Menezes, baleado e morto pela polícia em uma estação do metrô de Londres há quase um ano, ao ser confundido com um "terrorista".

Assim como o caso do brasileiro, o dos irmãos britânicos será investigado pela Comissão de Queixas Contra a Polícia (IPCC, em inglês).

Pedido de desculpas

O primeiro-ministro britânico disse no Parlamento que endossa o pedido de desculpas apresentado pelo Comissário Assistente da Polícia Metropolitana, Andy Hayman, pelos problemas causados durante a operação.

Mas ele destacou que a equipe de Hayman estava fazendo um trabalho excelente e manifestou "101%" de apoio à polícia quando ela agir baseada em inteligência.

Blair pediu às pessoas que reconheçam o difícil trabalho da polícia antiterror para proteger os britânicos.

"Eles enfrentam situações muito difíceis quando recebem informações ou inteligência", afirmou.

"Podemos imaginar o que aconteceria se eles recebessem inteligência, não fizessem nada e alguma coisa terrível acontecesse."

"Eu não quero que eles fiquem inibidos em fazer este trabalho. Eles têm que fazer o que for necessário para proteger o público e eles fazem isso muito bem."

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